“Taberna do Quinzena” , por Armando Fernandes

Restaurante Taberna do Quinzena I, em Santarém. Foto: DR

É um ex-libris gastronómico da cidade escalabitana. Falo da casa inicial, de paredes pintadas de amarelo, portas de batentes vai vem, de paredes pintadas de amarelo, com pipos pequenos numa entrada que vai desembocar no balcão querido dos frequentadores da tarde, em demanda dos muitos petiscos, para depois penetramos nos espaços decorados com documentos de reconhecimento culinários e da festa brava na companhia de marcas de vinhos ribatejanos. Ali respira-se Ribatejo. Ali podemos apreciar o húmus da cozinha ribatejana da Lezíria de ancestralidade rural.

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Vou muitas vezes àquela casa de comeres. Na semana passada, enquanto deliciava o palato com pastéis de bacalhau em boa fritura, o Senhor Pedro colocava em cima da mesa um pratinho com iscas temperadas a preceito. Para provar, disse ele. Provei e pedi-lhe para esquecer o magusto com bacalhau, que é outra especialidade da casa. Apesar do apetite, o peso obriga à contenção.

Uma pêra bêbada em cozedura perfeita rematou o almoço acompanhado com vinho tinto vertido para um barrilinho de vidro do mesmo feitio dos pipos.

O Senhor Fernando (Quinzena) continua a engrandecer a casa, já possui restaurantes em três locais da cidade e um no Cartaxo. Ainda bem para gosto de todos quantos são cultores da cozinha da região.

Aceita cartões de crédito. Encerra à segunda-feira. Rua Pedro de Santarém 93-95- Telefone 243 322 804. Santarém. Estacionamento nas imediações.

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Quinta do Côro
Uvas das castas Touriga Nacional e Syrah deram azo a este tinto Reserva de gratos paladares e a merecer com todo o mérito ficar na nossa memória. No copo de prova exibiu fundo brilhante sem mácula, aromas agradáveis e profundos a fruta madura e essência a madeira (eucalipto?), no beber muito guloso. Salvo melhor opinião, o afável é óptimo coadjuvante de peixes gordos brancos, carnes mimosas e fumadas, bem como todo o género de queijos, mesmos os frescos colocados no meio de um pão quente.

Origem – TEJO. Produzido e engarrafado por S.A. Quinta do Mascate, Sardoal. Ano de colheita: 2016. Graduação 14.º.

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