Sertã | Impasse nas obras da Escola Secundária preocupa autarcas e comunidade escolar

Escola Secundária da Sertã. Foto: mediotejo.net

Está nas mãos do Ministério da Educação a conclusão das obras na Escola Secundária da Sertã, revelou o presidente da Câmara, Farinha Nunes (PSD), na reunião do dia 11 de novembro. O que está em causa é a segurança de uma parte das instalações, conforme foi verificado no local por técnicos da Câmara e confirmado depois por uma empresa especializada externa.

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O assunto foi levantado pelo vereador Carlos Miranda (PS) que diz ter sido questionado por pais e encarregados de educação sobre o “impasse” nas obras naquela escola.

A empresa apresentou um relatório no qual apresenta duas soluções para o problema, escolha que é da competência do Ministério mas cuja indecisão se mantém até agora.

José Farinha Nunes afirmou que “a Câmara está a aguardar que o Ministério decida, mas está a demorar porque entretanto houve eleições”.

“Nesta altura já há condições para se decidir quais as obras que devem ser feitas. Esperamos que a decisão seja tomada rapidamente”, afirmou o autarca, tendo aproveitado para esclarecer que o edifício da escola é do Ministério da Educação e que a Câmara apenas é dona da obra, para a qual contribuiu com 7,5%.

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Antes, o vereador Carlos Miranda (PS) chamava a atenção para o facto de as obras “desde há alguns meses a esta parte” estarem “a atravessar um impasse que causa constrangimentos ao funcionamento da escola”, agravados agora na época de inverno. Para o eleito do PS esta é uma “preocupação muito séria por parte da comunidade educativa”.

Concordando com esta preocupação, a vereadora Cláudia André (PSD) reforçou a ideia “sobretudo porque pode estar em causa o sucesso dos alunos”, e deu conta de uma carta enviada pelo Conselho Geral do Agrupamento de Escolas ao Ministério da Educação no qual “repudia fortemente” como a tutela tem vindo a tratar o Agrupamento.

Aquele órgão considera “inqualificável como tem sido tratado este processo” não se sabendo “qual o rumo que a escola vai tomar”.

Citando a carta do Conselho Geral, a vereadora falou nas condições “deploráveis” em que a escola está a funcionar e deu alguns exemplos. Alguns alunos frequentam três estabelecimentos de ensino pois têm aulas em três espaços diferentes por causa de algumas salas específicas de algumas disciplinas, e têm de percorrer longas distâncias para ir ao WC ou ao buffet, pois para todos os utilizadores da escola existem apenas três casas de banho sem atender a questões de género.

Acrescentou que as salas de aulas são pequenas e mal acomodam todos os alunos porque algumas turmas são demasiado grandes, a rondar os 30 alunos.

As salas disponíveis não permitem que se utilizem as tecnologias de informação e comunicação. A cozinha de apoio ao buffet é simultaneamente arrumo de material diverso, conforme refere a carta enviada ao Ministério.

“Há quatro meses que o agrupamento espera por uma decisão política, não se sabe qual o rumo que a escola vai tomar”, denunciou a vereadora do PSD, que considerou as atuais condições como “não indicadas para a prática pedagógica nem condições dignas de permanência”.

Defendeu que “as condições que se viveram no anterior ano letivo não se podem repetir este ano” e, como solução provisória, mas melhor que a atual, propôs que o Ministério alugue contentores para salas de aulas. “Pelo menos são climatizados e têm condições para a prática pedagógica”, defendeu.

A terminar deixou um recado à oposição: “espero que o que o Ministério está a fazer em relação à escola não sirva como chantagem para a transferência de competências”.

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