Sertã | Festival de cinema Doclisboa vai ter extensão na vila

O Cine-Teatro Tasso, na Sertã, vai receber nos meses de setembro e outubro quatro sessões com filmes documentais estreados na edição de 2018 do Festival de cinema Doclisboa, extensão que resulta de uma parceria estabelecida entre o Município da Sertã e a AporDoc – Associação pelo Documentário, entidade responsável pela organização do Doclisboa.

PUB

O primeiro filme deste ciclo na Sertã será exibido no dia 27 de setembro. “Alma Clandestina”, do realizador português José Barahona, conta a história de Maria Auxiliadora Lara Barcelos, uma ativista política que lutou contra a ditadura brasileira nos anos de 1960.

A sessão do dia 4 de outubro consiste na exibição de três curtas-metragens: “Pele de Luz”, de André Guiomar (ambientado em Maputo e que conta a história de duas mulheres moçambicanas); “The Guest”, do realizador suíço Sebastian Weber, (segue a vida de um agricultor polaco); “Vacas e Rainhas”, de Laura Marques (as vacas da raça Herens são essencialmente criadas para torneios e inspiraram a realizadora portuguesa para esta curta-metragem).

O filme de Ian Soroka, “Greetings from Free Forests”, preenche a sessão do dia 11 de outubro. Este documentário do realizador norte-americano vagueia “pela paisagem densamente florestada do sul da Eslovénia”, deparando-se “com histórias que despontam da própria terra e têm a dimensão de um fosso entre um acontecimento de resistência popular e os seus vestígios duradouros num presente vedado”.

 

Para o encerramento da extensão do DocLisboa na Sertã foi escolhido “Terra”, de Hiroatsu Suzuki e Rossana Torres. O filme (vencedor da competição portuguesa do DocLisboa’18) será exibido a 18 de outubro e conta a história de Nuno Alves, “um homem que faz carvão em dois grandes fornos cobertos de terra”, no Alentejo.

PUB

José Farinha Nunes, presidente da Câmara Municipal da Sertã, congratulou-se com a “oportunidade de trazer à Sertã uma extensão do Doclisboa, um dos mais importantes festivais de cinema realizados em Portugal”.

Para o autarca, trata-se de “uma oportunidade única de ver filmes que habitualmente não estão nos circuitos comerciais de cinema e que mostram novas visões do mundo, questionando o nosso papel enquanto cidadãos. Essa é uma das grandes facetas do cinema documental”.

Segundo a AporDoc – Associação pelo Documentário, “o Doclisboa pretende questionar o presente do cinema, em diálogo com o seu passado e assumindo o cinema como um modo de liberdade”. Tenta ser “um lugar de imaginação da realidade através de novos modos de perceção, reflexão, novas formas possíveis de ação”.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here