Sertã | Festival de cerveja artesanal “PROVART” cada vez com mais adesão (c/vídeo)

Evento pioneiro e único na região, o “PROVART” – Festival de Cerveja Artesanal da Sertã, que já vai na sua 6ª edição, junta no jardim da Alameda da Carvalha, na Sertã, até domingo, dia 25 de agosto, um total de 16 produtores de todo o país e cerca de uma centena de cervejas artesanais diferentes.

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“Muita animação, muita cerveja e um bom cartaz musical” é o que podemos esperar deste festival nas palavras de Carla Rodrigues, da empresa Get Mood, que organiza a iniciativa em parceria com o município da Sertã.

Se a cerveja artesanal é uma moda que veio para ficar como Carla refere, a prova está no festival que, de ano para ano se vem afirmando na região com uma adesão crescente de cervejeiros de todo o país e de público e um cartaz cada vez mais completo e elaborado.

“Temos tido um bom feed-back tanto de visitantes como de produtores que participaram em anteriores edições”, realça Carla minutos antes da abertura de mais uma edição do festival.

Durante quatro dias, na zona ribeirinha da Sertã, num espaço acolhedor e fresco, é possível uma experiência de degustação de diversos tipos, aromas, sabores e texturas de cerveja artesanal produzida não só em Portugal como em vários outros países.

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Mas o que diferencia a cerveja artesanal das outras? Carla Rodrigues explica: “para já é uma cerveja que tem o cunho do produtor, são personalizadas. Uma cerveja de trigo da Legends não é igual a uma cerveja de trigo da Vadia, os próprios produtores personalizam a sua cerveja”.

Na cerveja artesanal “os ingredientes são todos naturais, nada de aditivos ou conservantes, é tudo maltes puros, não há quaisquer químicos”. Além de ser mais natural, “é uma cerveja que não é filtrada por isso é mais turva”. De todo este processo resulta uma cerveja “com mais qualidade, mais sabor e mais aroma”, garante.

É um mercado em crescimento como nos confirma a nossa interlocutora: “estão a surgir novas cervejas, novos produtores e há uma procura muito grande”.

Na Sertã nasceu a cerveja Celinda, marca oficial do festival. Projeto de Carla Rodrigues, a Celinda cresceu e deu lugar a outros estilos de cerveja diferentes com a marca-chapéu Legends porque a cada uma corresponde uma lenda local, como a própria Celinda ou a Maria Severa.

A mais recente criação incluiu os vinhos de Cernache do Bonjardim da casta Fernão Pires, de que resultou numa “grap ale”, fusão de cerveja artesanal com vinho biológico. “Uma experiência bastante interessante que teve um resultado fantástico”, sublinha.

José Pesquinha vem de Santarém para dar a conhecer a sua cerveja, a Rima. Foto: mediotejo.net

Entre os 16 cervejeiros presentes no festival da Sertã estão alguns estreantes. Um deles vem de Santarém com a cerveja Rima. José Pesquinha já tinha ouvido falar do evento e, desde que se dedicou a tempo inteiro à atividade, no final do ano passado, contactou a organização e fez questão de estar presente.

Ao criar a cerveja Rima, “pretendeu trazer à região do Ribatejo novos sabores e aromas” até porque “não havia uma cerveja que se podia dizer que era ribatejana”.  Essa identidade local “com sabores genuínos do Ribatejo” resultou da adição de mel e alecrim.

A Rima, nome que resulta da junção das palavras Rio Maior, terra natal de José Pesquinha, diferencia-se pelos sabores e aromas do “mel de um agricultor de Rio Maior e do alecrim colhido também no Ribatejo”, conforme explica o produtor.

Em paralelo com o Festival PROVART decorrem várias iniciativas como seja a SertÂnima (dia 23, às 21h30, noite de folclore) e a prova de perícia automóvel no domingo.

O programa do evento inclui vários concertos de géneros que vão do rock ao blues.

Em complemento aos espaços dedicados à cerveja, estão alguns stands de artesanato e de produtos regionais, além carrinhas da chamada “street food”.

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