Sertã | Carvalhal e Castelo continuam em diferendo devido aos limites de freguesia

Fonte: CM / DR

A discórdia já vem de há longos anos, e foi reavivada no passado domingo com a população a avançar numa ação de protesto, arrancando placas toponímicas colocadas pela Câmara da Sertã. Os habitantes de Lameira recusam pertencer à freguesia de Castelo e dizem sempre ter sido carvalhanenses, desde os tempos dos seus bisavós, de quem herdaram terrenos e casas. O processo está a decorrer no Tribunal Administrativo desde setembro de 2017.

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Ao que tudo indica, mais recentemente está em causa uma faixa de 104 hectares, que a freguesia de Castelo estará a anexar, segundo acusação da freguesia de Carvalhal. Joaquim Santos, presidente da JF Carvalhal, disse ao mediotejo.net que o processo foi entregue ao Tribunal Administrativa em setembro de 2017, sendo que “não tem havido abertura para diálogo ou acordo entre as freguesias”. “Se chegássemos a um entendimento e ver quais os limites das freguesias, talvez se resolvesse… Mas a freguesia do Castelo não tem colaborado”, assumiu.

O presidente de junta de Carvalhal disse ao nosso jornal que tudo se deve a um erro que advém dos Censos de 2001 onde “houve uma alteração dos mapas”, levando a “erros na definição das fronteiras da freguesia”.

Acontece que, na área da discórdia que tem gerado a já denominada “guerra de terras”, entre Lameira e Ramalhos, “residem cerca 23 pessoas que sempre foram recenseadas na freguesia de Carvalhal”, indicou o presidente de junta.

Por outro lado, Carvalhal reclama 104 hectares que diz estarem a ser anexados pela freguesia de Castelo. Segundo Joaquim Santos todos os terrenos incluídos nessa área “estão registados nas Finanças como pertencendo à freguesia do Carvalhal” e os proprietários “têm documentação com essa indicação no registo”.

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O primeiro documento oficial que Carvalhal apresentou no processo refere-se a parte deste território disputado, e é uma certidão de nascimento datada de 1919, no lugar de Lameira, referindo pertencer à freguesia de Carvalhal.

Fonte: CM / DR

Joaquim Santos frisou ainda demarcar-se da ação da população, que manifestou o seu desagrado no passado domingo, dia 27, após sessão de esclarecimento “a seguir à missa” onde foi dado ponto de situação sobre o processo pelo executivo da Junta de Freguesia e pela Assembleia de Freguesia.

Ao final da tarde, um grupo de populares acabou por convocar a comunicação social e arrancar placas toponímicas sob forma de protesto. “Eu não estava na freguesia, e fui chamado cerca das 17h00, uma vez que me informaram que a população tinha arrancado as ditas placas e acabei por sair para recolhê-las, para depois entregar ao Município”, contextualizou.

O mediotejo.net conseguiu contactar ainda o presidente de Junta de Castelo, Carlos Lopes, que assumiu ser um diferendo de longa data, defendendo que “ninguém está a roubar nada a ninguém” e que aguarda que seja o Tribunal Administrativo a resolver a situação.

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