Sertã | Autarquia pressiona Altice para repor 0,5% de serviço em falta

José Farinha Nunes, presidente da CM Sertã. Foto: mediotejo.net

O presidente da CM Sertã, José Farinha Nunes (PSD), reuniu em Lisboa, no dia 6 de março, com os responsáveis pela Altice, demonstrando preocupação pelo facto de existirem no concelho falhas no serviço de comunicação, consequência dos incêndios de 2017. A Altice garantiu ao autarca que apenas está “0,5% de trabalho por fazer”. Mas Farinha Nunes mostra-se preocupado pelo facto de se tratar de “casas isoladas”, que mais precisam do acesso ao serviço.

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O presidente da Câmara disse, em declarações ao mediotejo.net, que os responsáveis pela empresa “se referem às casas isoladas, como é evidente, porque primeiro intervêm onde há mais população, depois onde há menos… fica para trás”, referiu, acrescentando que “são essas casas isoladas que continuam a preocupar-nos porque são as pessoas que têm necessidade desse serviço, daí mostrarmos a nossa preocupação”.

A Altice garantiu a reposição do serviço. “Eles dizem que vão continuar a trabalhar, e que no fundo dentro de pouco tempo irão ser fornecidos esses serviços. Gostaríamos que demorasse menos tempo a concluir, mas vamos ver…”, explicou o autarca, temendo que as coisas não sejam bem assim.

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No entanto, o autarca garante que, à medida que forem surgindo reclamações quanto a este tema “irão ser transmitidas à empresa e relembradas” até o assunto estar resolvido.

Recorde-se que os problemas de comunicação ganharam outros contornos quando tornado público o caso na freguesia de Troviscal, na aldeia de Vale da Ameixoeira (Macieira), onde um casal de idosos estava sem telefone fixo, levando o homem de 79 anos a caminhar ao longo de dois quilómetros, noite dentro e sem iluminação pública, em busca de auxílio para a esposa que caíra inanimada em casa, acabando por pedir ajuda aos vizinhos. A senhora acabara por falecer.

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Na altura, a companhia emitiu um comunicado referindo lamentar “que se utilize a dor familiar no sentido de a relacionar com uma situação de não existência de um serviço fixo”, alegando que o idoso teria forma de contacto através de telemóvel, que efetivamente possuía, mas não conseguia manusear.

Na mesma informação, a Altice frisou que “a maioria das ligações que faltam efetuar se devem à incapacidade de chegar ao contacto com vários clientes destas zonas, por questões diversas, nomeadamente: habitações sazonais ou de fim de semana, clientes emigrados ou mesmo clientes que ainda não nos contactaram para aceitação do agendamento proposto com os serviços da Altice Portugal para reposição desse mesmo serviço”.

A empresa também recordou que “não é sua responsabilidade a prestação do Serviço Universal de rede fixa”.

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