“Seminário Internacional de Porcelana em Tomar”, por Massimo Esposito

Entre os dias 5 e 8 de setembro realizou-se um evento importantíssimo sobre a técnica de porcelana, no hotel dos Templários, em Tomar.

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Primariamente, deve destacar-se a internacionalização do evento. Os professores vieram de vários países: Maritza Gongora da Venezuela, Harun Aschrafi da Suíça, Nancy Benedetti dos Estados Unidos, Clelia Almeida, Rosemary Borges e Manuela Gonçalves do Brasil, Monika Agarwal da Índia, Aline Koyess do Líbano e, naturalmente, o grande mestre e realizador do evento, Filipe Pereira, com residência em Entroncamento mas que vive no mundo inteiro.

Os alunos também vinham da Noruega, Índia, França, Brasil, Venezuela, Argentina, Colômbia, Itália, Líbano, Irão, Korea, Havaii e Israel – o que revela a importância e globalização do acontecimento.

Tive o privilégio de participar como aluno, e foi intenso e elucidativo. Explico porquê. Estou há anos na área da arte e, entre exposições, concursos e outros acontecimentos artísticos, conheço bem os pormenores, seja na Itália, Brasil como em Portugal. Falando da nossa área, o Médio Tejo, posso dizer que conheço a maioria dos intervenientes e artistas mas neste seminário houve uma diferença básica. Cada um, aluno ou professor, tinha ideias sobre como realizar as várias peças que depois seriam postas no forno e expostas ao público, sem arrogância ou vaidade, mas com o desejo de trocar impressões e conhecimentos técnicos.

Havia momentos em que se trocavam os pincéis e as peças e se transmitia a própria pincelada ou pormenor, e o outro absorvia tranquilamente. Não havia aquele pensamento distorcido de muitos, que dizem “este é o meu segredo”. NÃO! Não havia segredos, todos pintavam em público, a diferença reside na experiência e criatividade, na própria mão, na forma como corria na superfície cândida da porcelana. Não senti inveja ou antagonismo mas sim o prazer de pintar, de ver pintar e obter saberes.

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E isto é que penso: nós, artistas do Médio Tejo, deveríamos aproximar-nos, trocar impressões e ideias para nos sentirmos mais unidos e enaltecermos o nosso trabalho.

Utopia? Talvez. Mas se não sonhamos não vivemos.

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