Sardoal | Realizador Luís Filipe Rocha apresenta ‘Sinais de Fogo’ no Centro Cultural

O cineasta Luís Filipe Rocha. Créditos: DR

O realizador de cinema português Luís Filipe Rocha marca presença esta quarta-feira, 13 de novembro, às 21h30, no Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal, para apresentar o filme ‘Sinais de Fogo’. O cinema às quartas em novembro, uma iniciativa do Espalhafitas, secção de cinema da Associação Cultural Palha de Abrantes, apresenta-se esta quarta-feira no âmbito do ciclo Jorge de Sena.

Interessado pela obra de Jorge de Sena, Luís Filipe Rocha dedica dois anos (1982 e 1984) à preparação de ‘Sinais de Vida’, uma viagem pelos temas da obra do autor nas áreas da poesia, da ficção e do teatro.

Regressa a Jorge de Sena em 1995, filma ‘Sinais de Fogo’, uma adaptação da obra original do escritor, com exibição esta quarta-feira, 13 de novembro, às 21h30, no Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal, e com apresentação do próprio realizador.

A história desenrola-se no Portugal de 1936, mês de julho. A ditadura de Salazar está consolidada e controla totalmente o País. Um grupo de adolescentes passa as suas férias de verão na Figueira da Foz. Do outro lado da fronteira começou a Guerra Civil de Espanha e, apesar da distância, a sua violência vai repercutir-se na vida destes jovens, lançados num turbilhão de intrigas políticas e paixões desencontradas que marcará tragicamente a sua passagem à idade adulta.

Luís Filipe Rocha é um dos mais destacados cineastas do cinema português, iniciou a sua relação com o cinema no ano da revolução de 1974 e realizou os seus primeiros filmes em 1976.

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Os seus primeiros filmes foram ‘Barronhos, Quem teve medo do poder popular?’ (1976), um documentário que faz a reconstituição de um crime num bairro de lata, e a longa-metragem de ficção ‘A Fuga’ (1976), baseada numa célebre fuga de presos políticos ocorrida no Forte de Peniche.

Nascido em Lisboa em 1947, licenciado em Direito (1971), é na Universidade de Lisboa que experimenta o teatro, tendo sido ator também no filme ‘O Recado’ (1971) de José Fonseca e Costa.

Tendo passado por Moçambique e Brasil, onde trabalhou com Izaías Almada, seria em Portugal que veio a construir toda a sua carreira.

Em 1980 realiza ‘Cerromaior’, a adaptação do romance homónimo de Manuel da Fonseca, onde recria o ambiente repressivo do Estado Novo no imenso espaço do Alentejo.

Em 1992, em Macau, roda ‘Amor e Dedinhos de Pé’, filme que em 1990 percorre os fabulosos salões da Cidade Cristã, mas também as sórdidas vielas do Bairro Chinês.

Em 1996 realizou ‘Adeus Pai’ o seu maior êxito de bilheteira. A relação entre um pai e o filho adolescente é o tema desta película rodada no arquipélago dos Açores.

‘Camarate’ (2000) foi o seu filme de maior impacto junto do público, tendo por base o processo jurídico relativo ao acidente de aviação que vitimou o então primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro e o então ministro da Defesa, Amaro da Costa, e seus acompanhantes, aquando da campanha presidencial de 1980.

Em 2003, ‘A Passagem da Noite’ conquistou o prémio de melhor filme nos festivais de Olímpia (Grécia) e Valência (Espanha).

‘A Outra Margem’ (2006) conta a história de um transformista e de um adolescente com Síndroma de Down. Ambos os protagonistas do filme foram distinguidos com o Prémio de Melhor Ator no Festival de Montreal de 2007.

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