Sardoal | III Passeio Noturno do Lobisomem para caminhar às escuras e escutar lendas em noite de lua cheia

Lobo (imagem ilustrativa). Créditos: Pixabay

O III Passeio Noturno do Lobisomem decorre este sábado, 23 de março, em Vale das Onegas, Alcaravela, Sardoal. Uma caminhada intergeracional, onde os mais velhos contam aos mais novos as lendas da região. Um momento de reunião e partilha que envolve café e filhoses em noite de lua cheia.

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A serra de Alcaravela é um local repleto mitos, lendas e histórias de lobisomens em noites de lua cheia. E foi a ideia de juntar gerações em torno das lendas antigas associadas a lobisomens que deu origem aos passeios noturnos organizados pela Associação de Moradores do Vale das Onegas, em Sardoal.

Este sábado, 23 de março, a partir das 20h00 e durante pelos menos duas horas e meia, decorre, sem medos, o III Passeio Noturno do Lobisomem, atividade realizada em noite de lua cheia e sempre durante a quaresma, onde os mais velhos contam as lendas que ouviram em tempos de invernosos serões passados à lareira.

Alcaravela, Sardoal. Foto: mediotejo.net

Alcaravela “é uma zona profícua em lendas e tradições. Cresci a ouvir histórias de lobisomens” refere Raquel Rodrigues, presidente da Associação de Moradores do Vale das Onegas, ao mediotejo.net. O evento já vai na terceira edição, uma caminhada que integra o plano anual de atividades da associação contendo duas componentes, a social e a lúdica.

“Antigamente, durante a quaresma não havia festas e quisemos respeitar essa tradição, lembrando uma época mais triste, com noites relativamente grandes, com muitos serões à lareira, em que as pessoas passavam o tempo a contar histórias. Não é uma festa mas um encontro em forma de caminhada em noite de lua cheia que auxilia a quem caminha e na beleza do passeio”, explica.

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Os mais velhos já não conseguem acompanhar o percurso de 8 a 9 quilómetros, embora de dificuldade fácil sem obstáculos, subidas ou descidas. Ficam na associação onde no final será servido café e filhoses, ao mesmo tempo que contam histórias de lobisomens e outros mitos. “Têm muito orgulho nessas lendas!”, afirma Raquel.

Assim, a partir das 20h00 e até às 23h30, os caminhantes (de qualquer idade) trilham velhos caminhos antigamente usados para andar entre aldeias, “em conversas uns com os outros, recuperando essa forma de andar a pé por entre os matos”, conclui a presidente.

Para o passeio, com inscrições gratuitas que se podem fazer no local no próprio dia (ou noite), a organização recomenda roupa branca, calçado próprio para percorrer caminhos de mato e uma pequena lanterna ou colete refletor.

A primeira edição desta iniciativa contou com cerca de 50 pessoas e a segunda também  mereceu a mesma adesão. Este ano, além do café e das filhoses, quem quiser pode reconfortar o estômago com uma tigela de caldo verde, por um preço simbólico.

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