Sardoal | Exposição “100 Paragens” evoca “boletim municipal com gente dentro”

“100 Paragens” do Boletim Municipal em Exposição Documental. Miguel Borges e Pedro Machado. Créditos: mediotejo.net

O espaço Cá da Terra, no Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal, acolhe a Exposição Documental “100 Paragens”, evocativa das 100 edições do Boletim de Informação e Cultura “O Sardoal”. A mostra foi inaugurada no âmbito das Festas do Concelho de Sardoal, esta sexta-feira, 20 de setembro, e estará patente ao público até 23 de novembro.

O Boletim Municipal de Sardoal chegou ao número 100 que encerra 20 anos de edição regular sem interrupções e sem paragens. Em exposição, no espaço Cá da Terra, estão painéis com a cronologia da história do Boletim ‘O Sardoal’, as capas mais relevantes, que marcaram uma nova identidade gráfica da publicação, assim como maquetes em processo manual e uma coleção de todos os números do Boletim, uma aventura que começou, sem interrupções, há precisamente 20 anos, com o primeiro número de ‘O Sardoal’ a sair em 1999.

Na verdade, o primeiro Boletim Municipal editado pela Câmara Municipal de Sardoal foi publicado em 25 de abril de 1982, elaborado por Luís Manuel Gonçalves. Até 1999, as publicações foram sofrendo alterações na sua periodicidade, número de páginas e tiragem de exemplares. Foi em dezembro de 1999 que surgiu o Boletim no figurino atual, passando a designar-se Boletim de Informação e Cultura ‘O Sardoal’.

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Até 1992 foram publicados 26 números que, ao longo dos anos, foram alvo de melhorias gráficas. Tinham entre quatro e doze páginas e uma tiragem de 1000 exemplares. Atualmente tem 24 páginas e uma tiragem de 3700 exemplares.

Durante a presidência de Fernando Moleirinho, o Boletim Municipal deu lugar à ‘Folha Informativa’ com quatro páginas. Entre 1986 e 1997 as publicações municipais foram elaboradas pelos Serviços Culturais da Câmara Municipal, com coordenação de Paulo Sousa, que ainda hoje se mantém responsável pela produção e edição fotográfica. Em setembro de 1997 foi publicado um único número.

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“100 Paragens” do Boletim Municipal em Exposição Documental. Créditos: mediotejo.net

O Boletim surgiu, então, no figurino atual em 1999 passando a designar-se Boletim de Informação e Cultura ‘O Sardoal’. Com uma nova marca editorial, a publicação depressa obteve uma enorme recetividade da comunidade local. Durante 14 anos, mais concretamente até ao nº 75 (setembro de 2013) o Boletim foi coordenado por Mário Jorge Sousa. A partir do nº 76, a coordenação geral e edição tem sido da responsabilidade do Gabinete de Apoio à Presidência.

Ao longo dos seus 20 anos, o Boletim de Informação e Cultura ‘O Sardoal’, nunca deixou de ter uma forte condição humana, aliando histórias das gentes que fazem o concelho à informação institucional, tornando-se uma referência entre as publicações do mesmo género.

O Boletim “mostra a história, a cultura, as pessoas, os acontecimentos, os feitos. Principalmente é um boletim do qual me orgulho, como presidente de câmara, por não ser um veículo de transição de pensamento político. É um boletim feito por profissionais da área da comunicação, ao seu gosto, à sua forma de comunicar, são eles que sabem o que é importante no momento. É claro que sou o diretor por inerência e é visto antes de ir para a gráfica mas não temos interferência no trabalho criativo de quem faz o boletim”, afirmou ao mediotejo.net o presidente da câmara de Sardoal, Miguel Borges.

“100 Paragens” do Boletim Municipal em Exposição Documental. O vereador Pedro Rosa lembrando um trabalho publicado com o título ‘O artista professor’. Créditos: mediotejo.net

Atualmente a publicação tem a coordenação geral e edição do Gabinete de Apoio à Presidência e uma periodicidade bimensal.

O Boletim nem sempre conseguiu reunir consenso, como era a ambição do antigo presidente da Câmara Fernando Moleirinho, ao escrever que “a sua vocação será para reunir consensos e não para ser fonte de conflitos ou de polémicas alheias aos interesses institucionais dos munícipes. Pretende-se também que a ligação aos leitores seja eficaz, ou dizendo de outro modo, que todos possam entender com clareza o teor de seu conteúdo”, contudo a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) teve sempre a última palavra entendendo que o boletim cumpre os critérios de uma publicação institucional.

“O Boletim já foi alvo de queixa à ERC por duas vezes, uma no meu mandato e outra no mandato do meu antecessor e nunca foi dada razão a quem fez queixa. A ERC tal como a Comissão Nacional de Eleições reconheceu sempre a isenção deste boletim. Um boletim que nenhum sardoalense dispensa, esteja em qualquer parte do mundo. Na verdade é a ligação que tem à sua terra e à sua história” dá conta Miguel Borges.

“100 Paragens” do Boletim Municipal em Exposição Documental. Créditos: mediotejo.net

Mais acrescentou o ex autarca, Fernando Moleirinho, num dos editorias que escreveu, que “sendo a informação uma condição básica para que os munícipes melhor possam ajuizar, criticar construtivamente ou debater as questões que lhes dizem respeito” manifestou-se “certo que este esforço e estas intenções serão compreendidas por todos, como mais um fator de progresso e valorização da nossa comunidade”.

Para o atual presidente continua a ser “muito interessante ver fotografias de gente mais velha, de quando era nova. Todos os sardoalenses veem o boletim com um carinho enorme, tentando descobrir o que cada número traz, das gentes, da sua terra, das histórias e dos acontecimentos”.

Todos os números do Boletim Municipal encontram-se online, disponíveis para consulta no site da câmara municipal.

“Tem uma qualidade gráfica fantástica. Temos o Paulo Sousa que é um artista na fotografia, os textos também são fantásticos, desde os escritos pelo Mário Jorge e atualmente pela Cláudia Costa e pelo André Lopes, o trabalho gráfico do João Tiago e da Cláudia Dias torna-o muito interessante. Um documento histórico, que os alunos podem utilizar para fazer os seus trabalhos de pesquisa. É um boletim do qual temos muito orgulho”, notou Miguel Borges.

“100 Paragens” do Boletim Municipal em Exposição Documental. Créditos: mediotejo.net

Recentemente o Boletim Municipal passou de quatro números para seis anuais, com mais páginas, “na verdade os acontecimentos são muitos e cada vez mais. É importante que as pessoas saibam e conheçam a vida e as gentes da sua terra”, concluiu o autarca.

A mostra evocativa desta efeméride estará patente ao público até 23 de novembro, no espaço Cá na Terra, no Centro Cultural Gil Vicente, onde também é possível ver as fichas técnicas na coleção exposta e perceber quem foram todos aqueles que trabalharam e trabalham neste projeto.

“100 Paragens” do Boletim Municipal em Exposição Documental. Créditos: mediotejo.net
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