Sardoal | Colóquio evocou 1ª Guerra Mundial com centro cultural cheio

Foto: mediotejo.net

 O Centro Cultural Gil Vicente recebeu os alunos do Agrupamento de Escolas de Sardoal na manhã de quarta-feira para participarem no colóquio de evocação da 1ª Grande Guerra Mundial. O auditório lotado, assistiu atentamente às exposições do Coronel Luís Paulo de Albuquerque, diretor do Museu Militar, e do historiador António Matias Coelho. O vereador com o pelouro da Educação da CM Sardoal, Pedro Rosa, referiu estar agradado com o facto do auditório do Centro Cultural ter estado cheio para “uma aula aberta” dirigida a todos os estudantes de Sardoal, de todas as idades, incluindo a Universidade Sénior que também esteve presente.

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O diretor do Museu Militar, Coronel Luís Paulo C. S. de Albuquerque, procedeu a uma apresentação, contextualizando o teatro de operações desde a origem até ao final da 1ª Guerra Mundial, entre 1914 e 1918, fazendo referência à participação das tropas portuguesas no grupo dos Aliados, às grandes potências mundiais envolvidas e ao fim dos grandes impérios, originando uma nova ordem política na Europa e Médio Oriente, ilustrando também o dia-a-dia nas trincheiras com fotos da época, mostrando a artilharia e armamento, retratando as consequências de uma guerra que gerou milhões de mortos, numa contextualização nacional e internacional, dentro e fora do teatro de guerra.

Já o historiador António Matias Coelho, mostrou que a pequena história local, poderá ser “grande história” uma vez que, integrados no período deste conflito mundial, existiram dois episódios locais de grande importância.

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O chamado “Milagre de Tancos”, durou três meses e aconteceu no Campo de Manobras de Tancos, após ter sido tomada a decisão de entrada de Portugal na guerra, pretendendo preparar cerca de 20 000 homens que seguiriam para as trincheiras do norte de França.

No final, a 22 de julho de 1916, teve lugar uma grande parada militar em Montalvo, com o objetivo de mostrar ao país e à Europa a capacidade dos militares que seguiriam para a guerra, depois do desfile perante as grande figuras políticas no chamado Arneiro da Parada.

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Pedro Rosa, vereador da CM Sardoal com o pelouro da Educação, disse que esta manhã resultou numa “aula de história muito rica”, acreditando que os alunos saíram “com uma visão completamente diferente do que foi a participação portuguesa na 1ª Grande Guerra e o que foi realmente a 1ª Grande Guerra”, disse.

O vereador mencionou ainda a exposição que conta com apoio do Museu Militar, patente no CC Gil Vicente, que pretende evocar os 100 anos da Grande Guerra, onde constam algumas figuras sardoalenses que participaram neste conflito, algo que está muito presente na memória da comunidade. “Está presente na memória dos familiares, que conviveram com efeitos negativos e ouviram os relatos dos familiares e que viram esses familiares trazerem feridas de guerra e transportarem isso para as suas famílias, com todos os traumas inerentes”, disse, lembrando alguns sardoalenses retratados naquela exposição.

“Nós temos que respeitar a História, faz parte de nós, e só percebendo aquilo que fizemos, os erros que cometemos, é que temos capacidade para olhar para o futuro e para o pensar de forma diferente”, frisou Pedro Rosa.

A realização deste colóquio insere-se num conjunto de iniciativas promovidas no âmbito da comemoração do primeiro centenário da 1ª Grande Guerra, como é o caso da exposição “Primeira Grande Guerra – 100 anos depois”, patente no Centro Cultural Gil Vicente, prevendo-se a inauguração de um Monumento de Homenagem aos Combatentes do concelho de Sardoal que terá lugar no dia 18 fevereiro, pelas 15h00.

Será um “memorial ao combatente”, em nome de “todos aqueles que estiveram nos diversos teatros de operações que aconteceram na nossa História”, referiu o vereador.

Fotogaleria:

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