Sardoal | Chegou o visto do Tribunal de Contas, obras da nova escola vão arrancar

Escola EB 2,3/S Drª Maria Judite Serrão Andrade, Sardoal. Créditos: mediotejo.net

A Câmara de Sardoal vai avançar ainda este mês com obras de construção daquela que será a nova Escola Básica 1,2,3/S da vila, num investimento de cerca de 5 milhões de euros. O presidente Miguel Borges (PSD) informou o executivo esta quarta-feira, 10 de outubro, que o Tribunal de Contas emitiu o necessário visto para avançar com a consignação da obra. O contrato de empreitada foi assinado em fevereiro deste ano e estima-se dois anos e meio o tempo necessário para ter a escola pronta a funcionar.

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Chegou esta quarta-feira, 10 de outubro, “uma notícia importante” ao Sardoal, considerou o presidente da Câmara Municipal local, na reunião de executivo. Miguel Borges referia-se ao visto do Tribunal de Contas que faltava para o arranque das obras de construção daquela que será a nova Escola Básica 1,2,3 e Secundária da vila.

Futura escola de Sardoal.

Em novembro de 2009 “tive as primeiras reuniões após ter tomado posse sensibilizando para a necessidade de uma nova escola” em Sardoal, lembrou o autarca. Finalmente, o Município conta com o financiamento e com o visto do Tribunal de Contas para avançar com a obra. “Agora o processo seguinte é a consignação, a obra está adjudicada a um empreiteiro da zona de Anadia”, indicou.

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Escola EB 2,3/S Drª Maria Judite Serrão Andrade, Sardoal

Precisamente a pensar no arranque das obras, este ano letivo arrancou “com horários feitos de forma a que quando iniciar a obra não seja necessário alterar nada. Agora é mãos à obra!”, disse o presidente.

A nova escola “será moderna, com outro conforto, com outra capacidade de resposta” diferente da atual “mais acolhedora, também importante para o sucesso da aprendizagem” dos alunos bem como do sucesso dos profissionais daquele estabelecimento de ensino, afirmou Miguel Borges ao mediotejo.net, explicando que a escola de Sardoal foi construída para o quinto e sexto anos, aos quais hoje “já não dá resposta, quanto mais ao terceiro ciclo e ao secundário”.

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O presidente considera por isso uma obra “urgente” de uma escola “virada para o século XXI e não este modelo antigo que cumpriu a sua função”.

Agora, frisou, “é importante termos outro tipo de escola com outros equipamentos”.

A nova escola irá manter as atuais valências, até porque “um dos critérios para o financiamento era esse: não podemos ir além das nossas necessidades”, contudo a escola terá “salas e laboratórios mais modernos, um pequeno auditório, um espaço polivalente mais agradável, um espaço exterior desportivo, sendo mais ou menos da mesma dimensão, ou seja, o tipo de respostas que vai dar é o mesmo que hoje tem mas de uma forma mais moderna”, sustentou.

No entanto, Miguel Borges partilha um receio: “A questão do fibrocimento. Parece que o Ministério do Ambiente está a demorar muito tempo a dar as autorizações para fazer esse levantamento do amianto”, portanto “se não existir algum entrave, das autorizações de algumas licenças que são inerentes à obra propriamente dita, e se o empreiteiro tiver as condições para o fazer, a partir da próxima semana pode avançar”.

Contudo, ainda “falta consignar e a partir desse momento há um prazo de 30 dias para que a obra comece”, nota.

Reunião de Câmara Municipal de Sardoal

O investimento total, com equipamentos “ronda os 5 milhões de euros, financiado a 85% por fundos comunitários, há uma componente suportada pelo Ministério da Educação de 7,5% (200 mil euros) e outra de 7,5% suportada pelo Município”, detalhou, acrescentando que o investimento do Município ronda os 400 mil euros.

A obra, com previsão de dois anos, será realizada por fases. A escola nova terá a forma idêntica a um T, “o edifício novo vai surgir sem que os edifícios antigos principais sejam demolidos para que as aulas continuem a funcionar” dentro da normalidade, explica Miguel Borges.

Apenas no final da obra “será demolido o edifício onde hoje está o pavilhão polivalente, a cantina e o refeitório e aí nascerá o pavilhão polidesportivo” que servirá também a comunidade, uma lacuna que Sardoal tem neste momento.

O novo pavilhão polidesportivo cumprirá assim duas funções: pavilhão da escola durante o tempo de aulas e fora do período letivo será um equipamento disponível para ser utilizado pela comunidade. “Como entendemos que deve haver uma boa gestão de dinheiros públicos desistimos da ideia do pavilhão municipal. Não fazia sentido termos dois pavilhões a 300 metros de distância um do outro. A opção foi deixar cair o projeto de pavilhão municipal e o pavilhão da escola serve a comunidade fora do período letivo”, referiu.

Segundo o presidente, excluindo o “inevitável ruído”, salvaguardando “cuidados com a calendarização de exames para que trabalhos ruidosos não decorram durante os exames dos alunos”, e garantindo “segurança máxima”, o único impacto a ocorrer durante o ano letivo, incide nas aulas de Educação Física, uma vez que o ginásio será o primeiro equipamento a ser derrubado e o último a ser construído.

Nestes dois anos, os alunos de Sardoal contam com “a piscina municipal coberta, o campo de jogos e espaços alternativos para as aulas”.

Escola EB 2,3/S Drª Maria Judite Serrão Andrade, Sardoal

Com as alterações na escola sucede também que o edifício do primeiro ciclo, construído num terreno da Câmara Municipal, irá acolher “o parque de máquinas e viaturas e os serviços operacionais. Hoje uma parte está na zona da Casa Grande que queremos que seja Hotel, e também nos pavilhões perto do Eucalipto Grosso”, disse o autarca, acrescentando que nessa zona, constituída por diferentes pavilhões, a Câmara pretende instalar “um conjunto de associações que estão espalhadas por vários locais, concentrando ali um espaço de multiserviços de coletividades, onde terão os seus gabinetes e um espaço para utilização coletiva”.

O início da construção da Escola Básica 1,2,3 e Secundária de Sardoal está prevista nas opções do plano e orçamento do Município para este ano, documentos aprovados pela Câmara, por maioria, e pela Assembleia Municipal.

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