Santarém | Rui Rio passou a manhã em Santarém entre danças e ceifeiras

Rui Rio passou a manhã de quinta-feira em Santarém entre danças e ceifeiras. Foto: DR

A caravana social-democrata passou hoje a manhã no distrito de Santarém, onde o presidente do PSD, Rui Rio, visitou uma produção de arroz, conduziu uma ceifeira e teve ainda oportunidade de mostrar os seus dotes de dançarino.

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Quando chegou a Santo Estêvão, freguesia do concelho de Benavente, no distrito de Santarém, o líder do PSD já tinha à sua espera três campinos a cavalo e uma comitiva de dirigentes locais junto a um arrozal.

Apesar de o objetivo passar por mostrar a Rio como se faziam as coisas antigamente, foi o método moderno que o cativou.

Depois dos cumprimentos rápidos à chegada e de ouvir as especificidades da produção do arroz carolino na lezíria ribatejana, o candidato que integra a lista pelo círculo eleitoral do Porto subiu para uma ceifeira e “deu uma voltinha” que durou poucos minutos.

Apesar de não ter conduzido a máquina, o líder do PSD seguiu ao lado do condutor e assistiu em lugar privilegiado a como se faz a colheita dos grãos que crescem em terrenos com água e que provou, depois, sob a forma de arroz doce.

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“Vai mostrar como se ceifa o Costa e o PS”, que passaram “quatro anos a dar palha aos portugueses”, comentou o deputado Duarte Marques, número três na lista de Santarém às legislativas de 06 de outubro.

Questionado se ficou preparado para a ceifa depois da experiência, o social-democrata respondeu que sim, “caso precise de alguma profissão alternativa”.

O presidente do PSD, Rui Rio- Foto arquivo: DR

Após deixar os campos agrícolas, sob o olhar atento de alguns touros bravos num terreno próximo, Rui Rio foi presenteado com uma atuação da Escolinha de Folclore da associação recreativa de Porto Alto.

O grupo dançou e cantou para mostrar como se faz, mas depois de assistir e aplaudir algumas atuações tradicionais da região, o presidente do PSD foi a estrela da pista de dança, a quem se juntou também a cabeça de lista pelo distrito, Isaura Morais.

Apesar de ter pedido um fandango, ao qual o grupo anuiu, foi para “o cavalinho” que a ensaiadora o chamou.

Mafalda Sousa quis dançar com “um homem do norte” o que é tradicional do Ribatejo, e deu a Rio o tutorial, que consistia em dois passos para trás, dois passos para a frente e um “encaixe”.

“Está aprovadíssimo. Temos ribatejano, pode enfiar o barrete”, assinalou a ensaiadora no final do baile, tendo convidado inclusivamente este seu novo par para “os ensaios que decorrem ao sábado à noite na associação recreativa”.

Aos jornalistas, o social-democrata insistiu que tem procurado “diversificar ao máximo a campanha”, porque “este sistema de chegar à noite e pôr toda a gente a comer e os políticos a gritarem, preferencialmente a dizerem mal do adversário, é um modelo que não é credibilizador”, que disse não apreciar.

Sobre o bailarico, o líder explicou que esta não é a primeira vez que dançou, mas “o cavalinho”, especificamente, “foi pela primeira vez”.

Antes do almoço, os dirigentes fizeram uma visita ao polo de Santarém do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, uma estação zootécnica, mas onde os sociais-democratas não viram animais.

A campanha oficial do PSD segue na parte da tarde para as Caldas da Rainha, onde está prevista uma arruada, e termina o dia em Leiria, onde haverá uma iniciativa que o partido apelidou de ‘talk’ (conversa) e que consiste em responder a perguntas da população.

Rio acusa Costa de “desespero” e de tentar “intimidar” os portugueses ao falar do Diabo. Foto: DR

O presidente do PSD, Rui Rio, acusou hoje António Costa de “desespero” e de “tentar intimidar” os portugueses ao retomar o discurso do Diabo, negando que os sociais-democratas vão cortar salários ou reformas se voltarem ao Governo.

“O que o líder do PS disse ontem [quarta-feira] num comício na sessão de campanha demonstra já – e não gosto de exagerar nas palavras – um certo desespero, quando ele vem dizer que se não votarem no PS vem aí o Diabo”, criticou, em declarações aos jornalistas, no final de uma visita a uma exploração de arroz em Santo Estêvão (Santarém).

Para o líder do PSD, António Costa “vem tentar intimidar as pessoas” ao dizer que, se os sociais-democratas voltarem ao poder, vão “cortar salário, reformas e nos passes sociais”, lembrando que num debate com o líder do PS já garantiu que não iria reverter, mas reorganizar a medida sobre os transportes públicos.

“O PSD naturalmente não vai cortar pensões de reforma nenhuma, não só isso, como está no nosso programa muito claramente que, no mínimo, manteremos o poder de compra das reformas, o que significa aumentá-las pelo menos ao nível da inflação, e o mesmo é válido para os salários da função pública”, assegurou.

“E o dr. António Costa sabe isso, quando vem com esses fantasmas e essa agitação, obviamente que sabe que não está a falar verdade, significa que está a perder o pé em alguma coisa”, considerou.

Na quarta-feira à noite, num comício em Loulé (Faro), o secretário-geral do PS afirmou que quem quer estabilidade, com mais quatro anos do atual Governo, deve votar no PS, numa intervenção em que falou na possibilidade de o PSD reverter medidas como os novos passes sociais.

“Nós conhecemos bem aqueles que diziam que nada disto era possível, porque fazendo tudo o que se propunha vinha aí o Diabo. Com tanto medo do Diabo, nada nos garante que eles, chegando ao poder, para evitar o Diabo, não façam tudo andar para trás – e os passes desapareçam, os salários voltem a ser cortados, as pensões também e com os impostos a aumentar”, declarou o secretário-geral do PS.

Hoje, o líder do PSD admitiu que, na rua, ainda encontra pessoas “com um certo medo” que se possa repetir uma situação como a do passado, mas salientou que a anterior coligação PSD/CDS-PP executou um programa da ‘troika’, fruto de “uma desgovernação completa” dos tempos do socialista José Sócrates.

“Como não andamos a chamar a ‘troika’ dia sim dia não, é óbvio que nenhum governo vai agora baixar pensões, nem do PSD, nem do PS. Isto é um fantasma que não é correto agitar em campanha eleitoral, eu não estou a fazer isso com o PS porque sei que estaria a dizer uma mentira, mas estão a fazer com o PSD sabendo que estão a dizer uma mentira”, afirmou.

Rui Rio. Foto: DR

Rui Rio reiterou que, se vencer as eleições, “as pessoas podem estar descansadas, porque será uma governação completamente diferente”, uma vez que o país não está sob um programa de assistência externa.

Instado a esclarecer afirmações que fez na terça-feira à noite, de que tem a certeza que o PSD terá um “resultado muito honroso”, Rio afirmou que se referia à vitória nas legislativas de 06 de outubro.

“Aquilo que disse ontem é ganhar, disse em português, às vezes queixam-se de eu falar em alemão, mas foi em português. Ninguém anda numas eleições destas pelo PSD para não ganhar”, garantiu.

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