Santarém | Penas de 16 meses a 10 anos e meio para arguidos acusados de tráfico de pessoas

O Tribunal de Santarém condenou esta terça-feira, dia 13 de março a prisão efetiva cinco dos arguidos do processo por tráfico de pessoas para exploração laboral em penas que variam entre os cinco anos e três meses e os 10 anos e seis meses.

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Aos dois arguidos estrangeiros, o cidadão israelita Aharon Rony Bargig, condenado a 10 anos de prisão, e o nepalês Sharad Gurunq, condenado a cinco anos e três meses, o tribunal determinou ainda a expulsão do país por oito e cinco anos, respetivamente.

No caso dos arguidos que detinham ou trabalhavam na exploração agrícola Agrowork, em Almeirim (no distrito de Santarém), onde a Unidade Nacional Contra o Terrorismo da Polícia Judiciária realizou uma operação no final de julho de 2015 que deu origem ao processo, Fernando Batista teve a pena mais pesada, 10 anos e seis meses de prisão.

No caso deste arguido, a juíza Raquel Matos Rolo, presidente do coletivo, considerou que a agressão e ameaças sobre o trabalhador Subrat Rimal, que se encontrava doente, se enquadra no âmbito da exploração, deplorando o tratamento desta pessoa “como se de um objeto se tratasse”.

Ao seu irmão, Jaime Baptista, foi aplicada a pena de nove anos de prisão, enquanto à sua mulher, Ana, e à ex-cunhada, Vera, foi aplicada uma pena de cinco anos de prisão suspensa por igual período, sujeita a um plano social, por entender o tribunal que “participaram na sombra” dos seus companheiros com consciência dos seus atos.

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