Santarém | Louça biodegradável vence 1ª edição do Concurso de Ideias do AgriEmpreende

O farelo de trigo é a matéria-prima da louça biodegradável, ideia vencedora do AgriEmpreende

Louça biodegradável como alternativa à louça descartável, casca de arroz como carga para suportes lenhosos e uma fusão de plantas para criar uma alternativa ao sal. Estes são os três projetos vencedores da 1ª edição do Concurso de Ideias de Negócio do AgriEmpreende, que atribuiu ainda três menções honrosas.

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O projeto tem como entidade líder o Agrocluster e como co-promotor o InovCluster. Segue-se agora um programa de aceleração para os responsáveis pelos três projetos, aberto a outros empreendedores que pretendam desenvolver os seus negócios.

Uma alternativa benéfica para o ambiente e menos onerosa na produção de louça foi a grande vencedora. A ideia apresentada por Pedro Cadete faz com que louça biodegradável feita de farelo de trigo seja alternativa à louça descartável, feita de papel ou plástico. “Os produtos são inovadores porque fazem parte da economia circular, aproveitam um resíduo e no fim de vida são usados como alimento ou como composto natural acrescido dos alimentos com que estiveram em contacto”, sublinha a Agrocluster em comunicado às redações.

A matéria-prima é somente o farelo de trigo e a tecnologia de compressão encarrega-se de o tornar num produto “funcional e ao mesmo tempo amigo do ambiente”. É diferente das demais alternativas ao plástico porque “se biodegrada em cerca de 30 dias e é possível comer também”.

O segundo lugar ficou para o projeto Casquinha, cuja inovação passa por utilizar a casca de arroz como carga em pastas de preenchimento volumétrico e superficial para suportes lenhosos. A inovação consiste no reaproveitamento de um subproduto abundante em Portugal, de baixo custo, que poderá ter diferentes funcionalidades e aplicações, tendo
como vantagem a sua preparação no local, apenas na quantidade necessária, evitando o desperdício de material. É também um produto de características semelhantes às madeiras e seus derivados. Tatiana Brás, Ricardo Triães e Eduardo Ferraz são os rostos por detrás desta
ideia.

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O projeto SALYS apresentado por Luis Lavoura e João Figueiredo, conseguiu o terceiro lugar. Esta marca criou uma alternativa ao sal através da fusão de plantas halófitas e plantas aromáticas de origem biológica da região Centro. Os temperos SALYS permitem temperar e
salgar sem os malefícios normalmente associados à utilização de sal convencional.

Os três vencedores do primeiro concurso vão receber os seguintes prémios: 5000 euros para o primeiro classificado, 3000 euros para o segundo e 1000 euros para o terceiro. Para além do valor monetário, o prémio inclui pré-incubação física para desenvolvimento do projeto em sistema de co-working por um período de três meses na Startup Santarém ou no Cei – Centro de Empresas Inovadoras, e incubação física pós início de atividade em sistema de co-working reservado por um período de 6 meses na Startup Santarém ou no Cei – Centro de Empresas Inovadoras.

Para além dos vencedores, o 1º Concurso de Ideias de Negócio atribuiu ainda três menções honrosas. O projeto MARlight, promovido por Manuel Seixas, tem como objetivo a produção e comercialização de starlights biológicos para a pesca noturna. Ainda um projeto de Valorização da lignina para produção de nanopartículas e aplicação em embalagens polimétricas, de Marlon Muniz da Silva, e por fim o projeto Haja Apetite, que prevê a criação e desenvolvimento de Conservas de Peixe do Rio, assentes na pesca artesanal e sustentável, baseada em espécies invasoras/exóticas/predadoras dos rios em Portugal. Receitas
tradicionais portuguesas associadas a cada um dos peixes, numa ótica de conservas pasteurizadas, valorizando os sabores e saberes, aromas e texturas em cada tipo de confeção e produto, de cariz artesanal e natural.

O segundo Concurso de Ideias de Negócio está previsto para setembro de 2018. Mais informações serão disponibilizadas em www.agriempreende.pt.

O projeto AgriEmpreende visa a criação e dinamização de uma estrutura técnica de apoio ao empreendedorismo que potencia a geração de ideias de negócio, a criação de novos produtos e novas empresas na fileira agroalimentar, especialmente ao nível do empreendedorismo qualificado e criativo.

Carlos Lopes de Sousa, Presidente do AgroCluster Ribatejo, líder do projeto, realça que “esta iniciativa vai afirmar a vocação empreendedora destas duas regiões e dotá-las das condições técnicas e estruturais essenciais para promover o empreendedorismo inovador e qualificado na fileira agroalimentar”.

Este projeto é promovido pelo Agrocluster em parceria com o Inovcluster, financiado pelo Portugal 2020, no âmbito do Programa Operacional Competitividade e Internacionalização.

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