Santarém | 500 crianças apresentam e debatem projetos científicos em Alcanede

No âmbito dos 40 anos de Educação Ambiental no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros ((PNSAC) tem lugar esta terça-feira, 8 de outubro, na vila de Alcanede, em Santarém, um congresso para congressistas com idades compreendidas entre os cinco e os doze anos, realizado e executado por alunos da Escola Básica de Alcanede e que conta com a participação de vários estabelecimentos de ensino congéneres, da região e do País.

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O Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros comemora em 2019 o seu quadragésimo aniversário, estando várias iniciativas a decorrer ao longo do ano, cuja programação foi apresentada em Rio Maior no passado dia 4 de maio, data em que completou quarenta anos da sua criação.

Assim, em tudo idêntico – na estrutura e procedimentos – a um congresso científico padrão, as comunicações são apresentadas e moderadas por crianças sendo que os conteúdos resultam de trabalhos de índole pedagógica e científica, desenvolvidos no meio escolar (ensino básico), refletindo diferentes processos de estimulação do interesse das camadas juvenis para a investigação científica e para a conservação da natureza.

Como qualquer congresso científico conta com um Conselho Científico/Pedagógico – este constituído por adultos – que analisa a qualidade das comunicações propostas. Presidido por Sofia Reboleira este órgão integra elementos do Instituto da Conservação da Natureza (ICNF,I.P.), da Câmara Municipal de Santarém, do Agrupamento de Escolas de Alcanede, assim como dos Institutos Politécnicos de Leiria e de Santarém.

Dada a dimensão da iniciativa – que extravasa o espaço físico do estabelecimento de ensino – a logística do evento encontra-se garantida pela Câmara Municipal de Santarém, bem como pela Junta de Freguesia de Alcanede.

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Para quem vem de fora, tal como em qualquer congresso de índole científica, estão contempladas visitas de campo que vão ter lugar em dois importantes Geossítios da Freguesia de Alcanede e do País, a Jazida de Icnitos de Vale de Meios e o Centro de Interpretação Subterrâneo da Gruta “Algar do Pena”.

Esta história começou em 2018, aquando da realização do 24º Congresso Internacional de Biologia Subterrânea que atraiu ao Centro de Interpretação da Gruta do Pena (Alcanede/Santarém) mais de cem cientistas de todo o mundo, em virtude de ali se encontrar instalada a Estação Subterrânea de Monitorização da Fauna Cavernícola de Portugal Continental (Troglobiário), coordenada pela investigadora Ana Sofia Reboleira, professora associada da Universidade de Copenhaga – responsável pela descoberta, para a ciência, de mais de setenta novas espécies da fauna cavernícola – e que tem como colaboradores um grupo de alunos do Clube de Ambiente da Escola Básica de Alcanede, cabendo aos “jovens investigadores” a tarefa de zelar pela manutenção do equipamento que alberga as espécies em estudo, bem como assegurar a sua alimentação.

Este projeto para além do ICNF, I.P. e a EB de Alcanede envolve ainda a Junta de Freguesia de Alcanede, bem como o Núcleo de Robótica do Instituto Politécnico de Leiria.

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