Programa “Trabalhar no Interior” prevê apoios financeiros aos trabalhadores – ministra

A ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, anunciou hoje descontos nas portagens de sete autoestradas a partir do terceiro trimestre do ano para os “utilizadores frequentes”. Foto: DR

O novo programa “Trabalhar no Interior” vai dispor de redes locais e regionais para conceder apoios financeiros aos trabalhadores, assim como promover ações de formação e reconversão profissional, avançou hoje a ministra da Coesão Territorial.

Numa audição parlamentar no âmbito da apreciação, na especialidade, da proposta do Orçamento do Estado para 2020 (OE2020), Ana Abrunhosa disse que o novo programa, uma iniciativa para a coesão territorial que vai envolver várias áreas de governação, pretende “assegurar que o interior é capaz de atrair e fixar cada vez mais pessoas”.

Com este programa, o Governo vai “criar redes de apoio locais e regionais, para conceder apoios financeiros aos trabalhadores, comparticipar custos associados às suas viagens, garantir um acesso mais expedito ao mercado de trabalho e divulgar incentivos dos municípios do interior às empresas e às famílias”, adiantou a ministra da Coesão Territorial.

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Além disso, o “Trabalhar no Interior” vai promover ações de formação e reconversão profissional dos trabalhadores, bem como incentivar o seu envolvimento na identificação de necessidades formativas.

Considerando que a proposta do OE2020 representa “um bom orçamento para todo o país, sobretudo um bom orçamento para o interior português”, Ana Abrunhosa ressalvou que a verba para o Ministério da Coesão Territorial – inexistente na anterior legislatura – “não se esgota nas rubricas do OE”.

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“Propomos para as pequenas e médias empresas (PME) do interior que beneficiem de uma taxa especial de IRC [Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas] de 12,5% para os primeiros 25 mil euros de material coletável”, indicou a governante, referindo que atualmente as PME destes territórios apenas beneficiam desta taxa para os primeiros 15 mil euros.

Além deste benefício fiscal, a proposta do OE2020 sugere “uma dedução à coleta de IRC que corresponda a 20% dos gastos com a criação de emprego nos territórios do interior”, apontou.

A ideia é que estes salários excedam o valor do rendimento mensal mínimo garantido, com a intenção de criar emprego qualificado.

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