“Poucas palavras sobre o Mercado de Abrantes”, por Massimo Esposito

A 1 de julho, vários cidadãos deixaram simbolicamente flores no antigo mercado de Abrantes, defendendo a sua preservação. Estas foram as flores deixadas pelo pintor italiano Massimo Esposito. Foto: DR

Não sou político e a minha intervenção neste tema baseia-se só como residente de Abrantes e “agitador cultural”.

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O mercado tem uma localização e área invejáveis. Foi ponto de aglomeração dos cidadãos de Abrantes e comércio local por decénios. A sua reestruturação não deve custar muito se a ideia é manter o traço arquitectónico original, coisa obrigatória a meu ver.

A sua revitalização é vital para se começar a estruturar uma represa económica e sobretudo cultural na nossa cidade. Por exemplo, não existe uma galeria onde os artistas do concelho possam mostrar trabalho.

A vontade da maioria dos cidadãos é manter o mercado. Então o que se pode fazer?

A Câmara deve manter a propriedade mas as decisões, o “como fazer”, devem ser tomadas ouvindo várias propostas e organizá-las depois de modo equilibrado.

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A minha proposta? Deveria ser constituída uma associação, fundação ou outra entidade constituída por vários membros como: artistas (das áreas da música, arte visual, teatro, ballet…), artesãos locais (mas mesmo artesãos, não vendedores de coisas industriais) e comerciantes de produtos locais e certificados (mel, cortiça, cerâmica, porcelana…).

Em seguida, na parte superior do mercado, abrir pequenas lojas atribuídas a quem pretende mostrar o seu trabalho, com pequenas rendas. A parte central deveria ser mais espaçosa para bandas musicais actuarem, realizar exposições e outras actividades com uma programação bem divulgada.

Nos pisos inferiores podem realizar-se palestras e encontros, talvez alugar a algumas empresas ou start-ups e convidar associações, instituições e privados a trazerem para Abrantes novas ideias e conceitos. Um pormenor: podia ser em colaboração com as cidades geminadas, por exemplo.

Também nos pisos inferiores poderiam construir-se pequenos alojamentos para turistas ou estudantes e alugá-los a preço reduzidos.

Em suma, há muito para fazer, basta que exista a vontade de o fazer… e espero mesmo que seja esta a escolha de quem deve decidir.

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