Passe pela Biblioteca | “Viagens de uma vida”, de Manuel Cardoso Gouveia

Os responsáveis das bibliotecas municipais do Médio Tejo fazem recomendações de leitura no nosso jornal todas as semanas. “Viagens de uma vida”, de Manuel Cardoso Gouveia, é a sugestão hoje apresentada por Graça Asseiceira, diretora da Biblioteca Municipal Dr. Carlos Nunes Ferreira, em Alcanena. Passe pela Biblioteca… e boas leituras!

No mês em que assinalamos o nosso aniversário, que se comemora no dia 28 de setembro, uma das atividades do nosso programa comemorativo será o lançamento da Antologia de Poetas 2019. Uma obra disponível a partir dessa data. Até lá deixamos a proposta de leitura de um livro editado em 2008, da autoria de Manuel Cardoso Gouveia, um dos participantes do nosso Encontro de Poesia e Cultura que mensalmente organizamos. Já há mais de vinte anos. Com presenças assíduas de muitos dos elementos. Alguns já com alguns constrangimentos de saúde mas que, mesmo assim, persistem na participação nestes Encontros.

Manuel Cardoso Gouveia é uma dessas pessoas. Um homem inconformista, persistente e aventureiro que já visitou todos os continentes. Um homem, ávido de conhecer novos mundos, novas experiências e vivências e que, com esta obra, nos partilha as suas aventuras, nos faz viajar.

A sua primeira “grande viagem” começou com uma visita aos Olhos de Água e foi com esta aventura que efectuou sem o conhecimento dos seus pais, que o seu mundo se alargou. A afamada Feira de Santana, em Minde foi a sua segunda “grande viagem”. A ânsia de conhecer o desconhecido cedo se começou a manifestar levando os seus pais a apelidá-lo de fugitivo.

A partir daí o seu espírito aventureiro nunca mais parou. Quer fosse com os pais que, esporadicamente, lhe proporcionavam mais um “novo mundo” por descobrir, quer mais tarde com a sua companheira de vida e de viagens a ânsia de conhecer o máximo possível nunca se esgotou e como, muito bem refere no seu livro, não foram só os inúmeros países que visitou que o estimularam. O nosso Portugal foi um dos seus destinos preferidos e que lhe proporcionou grandes momentos de prazer como entusiasticamente descreve . Este constitui, portanto, uma excelente narrativa de viagens que, a par da descrição das maravilhas naturais e arquitectónicas nos fornece, simultaneamente, informação sobre os costumes da época, para além de informação sobre a evolução dos tempos que deixava marcas nos locais que visitava, muitas vezes, mais que uma vez.

“Enquanto uma pessoa pode dar corpo à fantasia, bem vai a existência!!, desabafa. Mas, acrescentamos nós, o espírito jovem que ao longo dos anos nunca o abandonou, também contribuiu para a concretização dessas mesmas fantasias. As inúmeras viagens que tão detalhadamente nos descreve fazem-nos sonhar e temos por vezes, a sensação de sermos “arrastados” para esses lugares longínquos e através dos seus olhos ficamos também a conhecê-los. A sua vivência, o seu contacto com outras culturas e civilizações é, sem dúvida uma experiência enriquecedora mas que não o fazem esquecer o “nosso tesouro”, pois como o autor refere: “PORTUGAL de novo!! É tão bom regressar a este cantinho!”.

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