PASSE PELA BIBLIOTECA: “O complexo de Portnoy”, de Philip Roth

Convidámos os diretores das bibliotecas municipais do Médio Tejo a fazerem as suas recomendações neste espaço, de forma alternada, todas as sextas-feiras. Esta semana, “O complexo de Portnoy”, de Philip Roth, é o livro sugerido por Maria José Pereira, diretora da Biblioteca Municipal de Tomar.

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Passe pela biblioteca… e boas leituras!

A minha sugestão de leitura coincidiu, desta feita, com uma estação onde a palavra lazer e descanso são dominantes. O verão e as férias são sinónimo de dias descontraídos e de ritmos menos apressados. Também a leitura, poderá ser ela mais descontraída e mais direta, mas depende, obviamente, do gosto de cada um. (não sei se posso adjetivar a leitura desta forma, mas, para já, vou chamar-lhe assim).

Um mito que tem sido perpetuado é o de que a boa literatura tem PASSE PELA BIBLIOTECA: "O complexo de Portnoy", de Philip Roth  de ser difícil e quase indecifráveis. Mas eu acho que não tem que ser assim. Existem muitos exemplos de livros bons e simples, com uma escrita fluida e facilmente percetíveis. Um exemplo disso é, na minha opinião é o livro “O complexo de Portnoy” de Philip Roth,

Portnoy é o nome de família. Uma família judaica a viver nos EUA durante o período antissemitista hitleriano. Alexander Portnoy um advogado de 33 anos detentor de uma sexualidade insaciável, conta a sua vida e confessa os seus dramas e todas as suas frustrações a um psicanalista.

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“…para onde quer que me volte, dou com alguma coisa de que me deva envergonhar.” Este é o trauma maior de Alexander.

Na parte final do livro Alexander viaja para Israel à procura das suas raízes mas, acima de tudo, à procura da felicidade e de uma personalidade que nunca teve.

Um livro descontraído e divertido, como o verão para ler nas férias e como lhe apetecer!

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