Passe pela Biblioteca | “Língua-mãe”, inéditos de vários autores

Os responsáveis das bibliotecas municipais do Médio Tejo fazem recomendações de leitura no nosso jornal todas as semanas. “Língua-mãe: textos inéditos”, de Goretti Pina, Joana M. Lopes, Mário Beja Santos, Mbate Pedro, Miguel-Manso, Olinda Beja, Pedro Ferrão e Ricardo Belo de Morais, é a sugestão hoje apresentada por Ana Sofia Marçal, diretora da Biblioteca Municipal Padre Manuel Antunes Câmara, da Sertã. Passe pela Biblioteca… e boas leituras!

Língua-mãe: textos inéditos, de Goretti Pina, Joana M. Lopes, Mário Beja Santos, Mbate Pedro, Miguel-Manso, Olinda Beja, Pedro Ferrão e Ricardo Belo de Morais; Ed. Livros do Corvo e Município da Sertã (2019)

“cumprindo assim o seu destino e eis que ele volta a subir erguendo-se para nenhum lugar e enchendo a boca
com o nome da poesia que definhando
como um fio de água no deserto
clama ó língua portuguesa o pão nosso que cada dia nos dais nunca te perceberemos pois”
(Excerto de um poema de Mbate Pedro)

Livros e leitura em voz alta são os ingredientes principais da mais longa maratona cultural do país. A Maratona de Leitura celebra, desde 2012, a leitura em voz alta, aquém e além-fronteiras. É um evento singular, que procura a espontaneidade dos livros, que dá a conhecer aqueles que os assinam e que, sobretudo, pretende afirmar uma nova relação entre ambos.

A Maratona de Leitura em 2019 foi até África, ao encontro da literatura africana de língua portuguesa e acabou a construir pontes interculturais. As mesmas pontes que agora nos trazem África e a lusofonia, impregnadas com a paixão e os ritmos irresistíveis da sua criação literária.

Convidámos vários escritores, portugueses e africanos para participarem na construção de uma obra literária com África como mote principal. Os textos são de uma riqueza notável, impregnados dessa força que brota do continente africano. É uma viagem que preenche e nos deixa ‘água na boca’ para descobrir mais sobre a literatura destes países. São textos em prosa e poesia que refletem também a ponte emocional que sempre uniu Portugal à África lusófona. O resultado é surpreendente, não só pela qualidade, mas sobretudo pela capacidade de perscrutar as vivências de um continente que nos é tão especial.

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