Passe pela Biblioteca | “Embalando a Minha Biblioteca”, de Alberto Manguel

Convidámos os responsáveis das bibliotecas municipais do Médio Tejo a fazerem as suas recomendações neste espaço de forma alternada. “Embalando a Minha Biblioteca”, de Alberto Manguel, é a sugestão apresentada esta semana por Armando Cotrim, da Biblioteca Municipal Dr. António Baião, em Ferreira do Zêzere.

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Passe pela biblioteca… e boas leituras!

Recentemente tive o privilégio de estar com Alberto Manguel no Encontro de Bibliotecas Associadas à Comissão Nacional da Unesco na Biblioteca Gustavo Pinto Lopes, em Torres Novas.

Escutámos de viva voz a sua paixão pelos livros e pelas Bibliotecas, presenciámos o seu discurso emotivo e motivador de um verdadeiro mediador para a leitura.

Hoje sugiro o seu livro “Embalando a Minha Biblioteca”, cujo exemplar com dedicatória guardarei na minha Biblioteca pessoal.

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Sinopse

Em 1931, Walter Benjamin escreveu um pequeno ensaio sobre a experiência de desencaixotar a sua biblioteca, aí reflectindo sobre a relação com os seus livros. Décadas mais tarde, Alberto Manguel, escritor, editor, tradutor e um dos maiores bibliófilos do mundo, decide glosar a operação inversa. No início do século, Manguel instalou a sua imensa biblioteca pessoal num antigo presbitério do Vale do Loire, e sentiu que encontrara uma casa para si e para os seus livros. Mas essa morada acabou por não ser permanente, e os milhares de livros de Manguel estão hoje guardados em caixotes, num depósito no Canadá.

Embalando a Minha Biblioteca: Uma elegia e dez divagações conta esta história, e constitui quase um manifesto diante da ameaça de esquecimento que cai agora sobre as estantes vazias de Alberto Manguel. Aqui se evoca e se reivindica a biblioteca que continua a existir na mente do leitor, o poder da palavra e os jogos de associações e memórias que os livros, mesmo encaixotados, desencadeiam. Segundo Manguel, uma biblioteca é uma autobiografia com muitas camadas, e Embalando a Minha Biblioteca, ao mesmo tempo que evoca um imenso caudal de memórias pessoais, é acima de tudo uma exaltação do livro como só este escritor sabe fazer.

In: Wook

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