“Parlamento dos Jovens: proximidade e cidadania”, por Hugo Costa

Parlamento dos Jovens. Foto arquivo: Parlamento

Inicio hoje a minha participação no programa Parlamento dos Jovens deste ano, com presenças em Tomar e em Benavente, uma possibilidade de estar no Norte e no Sul do distrito no mesmo dia.

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O funcionamento deste programa é simples: as escolas inscrevem-se, a Assembleia da República indica os deputados a participar (perante as disponibilidade de agenda dos mesmos) e todos temos a oportunidade de aprender.

O debate é enriquecedor para alunos, deputados e professores, ou seja, para todos os que nele estão envolvidos.

Infelizmente, nem todas as escolas optam pela inscrição sendo que, na minha opinião, estão a impedir os seus alunos desta participação cívica. Debater e levar a cidadania aos alunos dos 2.ºs e 3.ºs ciclo do ensino básico e secundário é uma das oportunidades mais dignificantes que um parlamentar pode ter. Quando se fala que o exercício de funções públicas é tantas vezes distanciado da realidade das populações, esta é uma das entusiasmantes formas de proximidade.

Muitas vezes as perguntas são difíceis mas é isso que torna tudo mais entusiasmante.

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Todos os anos, os alunos são convidados a debater de um tema previamente escolhido. Este ano o tema não podia ser o mais adequado: o combate às alterações climáticas, um dos principais desafios da humanidade e Portugal é um dos países europeus que devido a questões geográficas sofrerá. Já escrevi e debati muitas vezes sobre estes desafios, nomeadamente na questão energética mas a possibilidade de levar o debate às escolas e aos nossos jovens é muito importante e uma enorme responsabilidade.

Outro ponto que levamos a todas as escolas –  e que é crucial – é o funcionamento da Assembleia da República, o papel do deputado e o funcionamento do processo legislativo. É importante aproximar os jovens e especialmente dotar os mesmos das ferramentas e informação de cidadania. A fase escolar é a primeira, sendo que posteriormente são realizadas sessões distritais e nacionais, onde a competitividade é sempre de salutar.

Este programa, que teve o seu inicio no ano de 2006, reveste-se de um enorme sucesso, contando atualmente com a participação de 983 escolas a nível nacional. É importante na construção de cidadãos mais informados. Espero que cada vez mais jovens tenham esta oportunidade.

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