“Pântano Nacional”, por Vasco Damas

Foto: Pixabay

Muitas vezes o que parece não é e na maior parte das vezes o que é não parece. Estamos no início de um processo onde apenas vislumbramos a ponta do icebergue. Muito se esconde debaixo da linha de água e muitos dos que hoje se riem, amanhã, se forem coerentes, vão ter que fazer o respetivo ato de contrição.

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Ao contrário do que parece, este processo não tem apenas uma cor e o futuro encarregar-se-á de preencher as tonalidades que agora lhe faltam.

Em bom rigor, este processo não tem nada a ver com cores. Tem a ver com pessoas. Pessoas sem carácter e sem escrúpulos que se aproveitaram do lugar que ocupam nas instituições que ajudaram a construir o seu nome para se apropriarem indevidamente de benefícios, conspurcando, dessa forma, o bom nome dessas instituições.

Aqueles que hoje se riem, julgando atingir e ferir de morte a instituição, não percebem o que realmente se passa. Não percebem que o que está a acontecer só pode ser bom para a instituição, porque, se se provar tudo o que se especula, quem serve não se pode servir e o afastamento dessas pessoas servirá como purga natural que dará a oportunidade para que se reabram os caminhos da decência, da transparência, do rigor e da competência.

Confundir pessoas com instituições ou a ínfima parte com o todo, generalizando de forma leviana e maldosa, diz mais de quem faz a confusão do que sobre a própria situação.

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Até posso entender essa reação de quem tem algo a ganhar. Não a entendo de todo, de todos os outros, que se julgando mais do que são, não percebem que não passam de meros peões que têm como única utilidade, ser o alimento dos seus “reis”.

O futuro trar-nos-á novas luzes sobre o tema e já se começam a abrir portas que serão o princípio do fim de alguns “cavaleiros andantes”.

A promiscuidade é muita, as ramificações vão ser surpreendentes e o terreno deixou de se sentir firme debaixo dos pés. De apenas alguns, entenda-se, mas esses sentem-se em casa porque viver no lodo é algo a que estão habituados. Mas o excesso de confiança trai-los-á e no pântano onde se habituaram a viver será o mesmo pântano onde se afogarão para sempre. É o que espero, sinceramente. Em defesa da decência.

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