PAN quer intervenção do Governo para encerrar central nuclear de Almaraz, Espanha

O deputado do partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN), André Silva, apresentou na Assembleia da República um projeto de resolução que recomenda ao Governo uma intervenção junto de Espanha para encerrar a central nuclear de Almaraz.

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No documento, a que a Lusa teve hoje acesso, André Silva pede ao Governo português que “intervenha junto do Governo espanhol no sentido de proceder ao encerramento da central nuclear de Almaraz, localizada em Espanha, a 100 quilómetros da fronteira com Portugal”.

E justifica o pedido de encerramento da central nuclear espanhola, argumentando que “a mesma não só não possui as condições necessárias para estar em funcionamento tendo reprovado em teste de resistência realizado pela Greenpeace, como já deveria ter sido encerrada em 2010, estando já ultrapassado o tempo de vida útil para as centrais nucleares deste tipo”.

O deputado do PAN sustenta que a central de Almaraz, em funcionamento desde o início da década de 1980, “é das centrais nucleares mais antigas da Europa” e “é refrigerada pelas águas do rio Tejo”.

“O tempo de vida útil para as centrais nucleares deste género é de 25 anos, o que a torna atualmente como obsoleta. A verdade é que esta central deveria ter encerrado em 2010, depois de cumpridos os seus 25 anos de vida, mas o Governo espanhol prolongou o período de vida da central até 2020, funcionando sem possuir os mais modernos e avançados sistemas de segurança”, lê-se no documento.

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André Silva sublinha que a localização da central “expõe Portugal a eventuais perigos, a qual, nos últimos anos, tem vindo a registar vários incidentes que obrigaram a paragens no seu funcionamento”.

E argumenta ainda que “o Governo de Espanha não disponibilizou a Portugal os estudos de impacto ambiental na sequência de renovação de licença de exploração da central, incumprindo assim a Convenção em vigor quanto a esta matéria”.

O PAN recorda os alertas de algumas associações para esta situação, sobretudo no que diz respeito às “consequências negativas a nível da poluição no Rio Tejo”, por via do processo de refrigeração e também para a região da Serra da Estrela, em caso de “acidente nuclear grave” e numa situação em que se verifiquem ventos de leste que arrastem a nuvem radioativa para a região.

O deputado conclui que “permitir passivamente a continuidade do seu funcionamento poderá trazer consequências catastróficas para Portugal numa situação de desastre nuclear”.

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