Ourém | Vinho medieval vai ter confraria e Câmara de provadores

A Vitiourém (Associação de Promoção da Vitivinicultura de Ourém) vai criar a Confraria do vinho medieval para apresentar e promover o “palhete”, néctar histórico e de características únicas. Esta é uma das propostas que pretende levar a cabo na sede da associação, a instalar em duas salas da EB1 de Atouguia, conforme protocolo assinado com o Município de Ourém, a 1 de julho.

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“Já demos alguns passos, temos algumas ideias e temos espaço e a breve trecho vai aparecer”, afirmou António Lopes, da direção da Associação. “As instalações vão ter um papel importante, são duas salas com vista muito bonita para o Castelo”, acrescenta o responsável, assumindo ser este um passo para “ajudar a contribuir para que a viticultura tenha um novo impulso” no concelho de Ourém.

Entre os projectos de futuro, a Vitiourém pretende também criar uma Câmara de provadores de vinho medieval, para contrapor à quem certifica este tipo de vinho. António Lopes explica que “não há nenhuma que esteja adaptada a estas características e avaliam os nossos vinhos com os padrões dos outros vinhos”.

O vinho medieval é feito com 80% de uvas brancas (casta Fernão Pires), e 20% de uvas tintas (trincadeira), seguindo um método implementado pelos monges de Cister, há séculos.

Viu o seu carácter único ser reconhecido por certificação de 11 de fevereiro de 2005. Atualmente há nove produtores de vinho medieval no concelho, três dos quais de produção biológica e que exportam para todo o mundo.

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