Ourém/Torres Novas | ICNF assegura investimento de 450 mil euros nas Pegadas dos Dinossáurios

ICNF encabeça candidatura para requalificar as Pegadas da Serra de Aire Foto: mediotejo.net

Está no bom caminho a candidatura do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) para o projeto de valorização das jazidas de pegadas de dinossáurios do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros (PNSAC), tendo assegurados neste momento 450 mil euros para intervir nos espaços (estimativa inicial apontava para os 800 mil euros), sobretudo no Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurio da Serra de Aire, no Bairro, limite fronteiriço entre Ourém e Torres Novas.

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Na quinta-feira, 4 de julho, Maria de Jesus Fernandes, diretora do Departamento de Conservação da Natureza e Florestas de Lisboa e Vale do Tejo do ICNF, fez um ponto de situação deste projeto no Monumento, adiantando ao mediotejo.net que este ano 2019 deve avançar o estudo de geoconservação das jazidas e o levantamento 3D.

O projeto geral mantém as mesmas linhas da intenção apresentada em outubro, em Torres Novas: com incidência no Monumento do Bairro, fazer uma intervenção na generalidade das jazidas do PNSAC, criando um documentário comum, passadiços (para preservar as lajes), renovação dos materiais pedagógicos e de merchandising, renovar exposições e painéis informativos.

trilho de pegadas Foto: mediotejo.net

Para o pavilhão de apoio existente no Bairro, Maria de Jesus Fernandes adiantou ao mediotejo.net que se equaciona a possibilidade de ali instalar um Bar, mas ainda se discute a utilização.

Atualmente, assegurou a responsável, já existe um orçamento definido (450 mil euros) e um caderno de encargos para todo este projeto, algo que ainda não existia em outubro. O ICNF não se compromete com prazos para levar as obras a efeito, mas garante que já decorrem trabalhos de estudo e vai realizar-se o projeto de geoconservação para as jazidas, assim como o levantamento 3D, essencial para memória futura, ainda este ano.

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Presentes na sessão estiveram também Isabel Costa, vereadora da Câmara de Ourém, e Joaquim Cabral e Luís Silva, vereador e vice-presidente da Câmara de Torres Novas, respetivamente. Os autarcas frisaram o consenso e entendimento conjunto quanto à necessidade de valorizar as Pegadas da Serra de Aire.

Também na apresentação, que pretendeu lembrar os 25 anos da descoberta das Pegadas de dinossáurios saurópedes do Bairro, compareceu Rui Galinha, proprietário da antiga pedreira.

“Parque Jurássico” nacional não morreu e parece ter algum impacto junto dos turistas estrangeiros. Foto: mediotejo.net

Aos jornalistas, o empresário reconheceu que já não visitava o local há cerca de 15 anos e que, na época da descoberta, chegou a propor um grande investimento nos achados, que incluía um centro de interpretação e espaço de restauração. Também o Grupo Sonae falou em investir, recordou, “mas o Governo optou por esta solução”.

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