Ourém | Santuário e Diocese esperam que JMJ 2022 traga jovens a Fátima

Chegada da Virgem Peregrina ao Panamá, suportada pelo Reitor do Santuário de Fátima, Carlos Cabecinhas, à esquerda. Foto: Santuário de Fátima/D.R.

O Reitor do Santuário de Fátima, Padre Carlos Cabecinhas, considera que as Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ) em Lisboa, em 2022, serão uma oportunidade para que Fátima receba alguns destes visitantes que vão acorrer ao nosso país. A mesma expectativa foi deixada esta manhã, 28 de janeiro, pelo Cardeal António Marto.

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Carlos Cabecinhas está no Panamá a chefiar uma delegação do Santuário que levou, de forma inédita, a Imagem nº1 da Virgem Peregrina de Fátima às JMJ no Panamá. Após o anúncio da escolha de Portugal para o próximo evento, este domingo, 27 de janeiro, considerou a notícia “uma grande alegria e uma enorme responsabilidade”.

“Para nós é motivo de grande alegria enquanto membros da igreja portuguesa, mas também para Fátima as Jornadas Mundiais da Juventude representam uma ocasião que proporciona a muitos jovens a visita a Fátima” afirmou o sacerdote numa reação imediata ao anuncio pelo cardeal D. Kevin Farrell, prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, de que a capital portuguesa era a cidade escolhida para acolher a próxima JMJ em 2022.

A Imagem nº1 da Virgem Peregrina de Fátima cumpre uma viagem à JMJ do Panamá, mantendo paralelamente um programa autónomo que a levou a alguns lugares mais periféricos como o Centro Penitenciário Feminino da Cidade do Panamá e um hospital de doentes oncológicos.

Já o Cardeal António Marto, bispo de Leiria-Fátima, recebeu a notícia com “júbilo”, ainda que já fosse esperada. “É uma graça para a Igreja e para o país” a possibilidade de Lisboa acolher a próxima Jornada Mundial da Juventude em 2022″, afirmou Cardeal esta segunda-feira em declarações à Sala de Imprensa do Santuário. Este será um momento “de revitalização da Igreja, que movimentará famílias, grupos de jovens, paróquias e dioceses e porá à prova todo o dinamismo da Igreja portuguesa”.

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O prelado destaca também a referência que Fátima terá no contexto da realização destas jornadas. “Nossa Senhora está sempre presente neste evento da Igreja; esteve-o, de resto, nesta Jornada do Panamá, com a presença da Imagem número 1 da Virgem Peregrina de Fátima, diante da qual vimos o Santo Padre a rezar de forma impressionante, e certamente Fátima, como espaço, atrairá a peregrinação de muitos dos jovens que vierem a Lisboa”, afirmou.

O cardeal não tem dúvidas de que quer a Igreja portuguesa quer o Estado “estarão à altura” deste acontecimento que é também “um desafio e uma oportunidade para mostrarmos a característica da hospitalidade própria do povo português” num evento, “em que, uma vez mais, Portugal se abrirá a outras culturas e dará uma atenção especial à lusofonia, aos povos de língua portuguesa, sobretudo aos que vêm do Continente Africano, que ainda não teve a graça de ter recebido a organização de uma jornada como esta”.

“Será de facto um momento de grande dinamismo e estou certo de que quer a Igreja quer o Estado português vão estar à altura de abraçar tamanho desafio”, reforça o prelado diocesano de Leiria-Fátima, uma das três dioceses vizinhas da Capital, a par de Santarém e de Setúbal.

No domingo, 27 de janeiro, no final da JMJ 2019, que decorreu entre 22 e 27 de janeiro na Cidade do Panamá, foi anunciado o nome da cidade de Lisboa como a próxima capital da juventude católica de todo o mundo em 2022.

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