Ourém: Novo Curso Profissional de Pastelaria/Padaria é um grande sucesso (c/vídeo)

Das três dezenas de vagas abertas até 31 de julho, o novo curso de Pastelaria/Padaria, apresentado em inícios de junho pela Escola de Hotelaria de Fátima (EHF), ficou apenas com dois lugares por ocupar. Em agosto, ao contrário das restantes instituições escolares do país, a INSIGNARE – Associação de Ensino e Formação fecha portas. As duas escolas que tutela, EHF e Escola Profissional de Ourém (EPO) já quase não têm vagas e, por isso, o próximo ano letivo está orientado. A primeira é um verdadeiro caso de sucesso do ensino profissional, com vários alunos a ganharam prémios e a serem contratados por restaurantes de topo. A empregabilidade encontra-se elevada, na ordem dos 60%, com cerca de 15% dos alunos a seguirem estudos superiores (dados de 2014). 

A oferta de Ensino Profissional do concelho de Ourém tem-se concentrado sobretudo na INSIGNARE, uma associação de ensino criada através de uma parceria entre a ACISO – Associação Empresarial Ourém Fátima e a Câmara de Ourém, à qual se juntou o Centro de Estudos de Fátima. A EPO e a EHF oferecem ao todo 12 cursos profissionais, que têm tido uma média de 25/28 alunos por ano letivo e bons resultados a nível de empregabilidade, uma vez que a formação é realizada em conjugação com o setor empresarial da região e o Turismo.

Face às novas exigências do mercado, a EHF abriu este ano o curso de Pastelaria/Padaria, que rapidamente conseguiu a ocupação de quase todas as suas vagas. Oferece ainda os cursos de Cozinha/Pastelaria, Restaurante/Bar e Turismo, refletindo o grosso da oferta de trabalho que existe, nomeadamente, na cidade de Fátima.

Já a EPO possui cursos de Gestão, Produção Metalomecânica – Programação e Maquinação, Design, Gestão de Equipamentos Informáticos, Eletrónica Automação e Comando, Manutenção Industrial – Mecatrónica Automóvel e o novo de Frio e Climatização. A maioria das vagas estão também preenchidas.

Biblioteca da Escola Básica e Secundária de Ourém. foto Parque Escolar
Biblioteca da Escola Básica e Secundária de Ourém. Foto: Parque Escolar

Face à sua oferta variada, a INSIGNARE recebe alunos de toda a região. Desde Ourém, Leiria, Batalha, Porto de Mós, Torres Novas, Alcanena, Tomar, Alvaiázere, até localidades tradicionalmente mais distantes do concelho, como Entroncamento, Santarém, Barquinha, Abrantes e Pombal.

Existem, no entanto, mais duas escolas a oferecer formação profissional no concelho de Ourém — neste caso a escola pública e uma outra com contrato de associação. O Centro de Estudos de Fátima, escola particular com contrato de associação, oferece este ano três cursos profissionais: Multimédia, Logística e Instalações Elétricas.

Já a Escola Básica e Secundária de Ourém tem no seu programa quatro cursos profissionais: Técnico de Eletrónica, Automação e Computadores; Técnico de Programação e Gestão de Sistemas Informáticos; Técnico de Comércio; Técnico Auxiliar de Saúde. Segundo o seu programa letivo, estes cursos procuram “contribuir para que o estudante desenvolva competências pessoais e profissionais para o exercício de uma profissão; privilegiar as ofertas formativas que correspondem às necessidades de trabalho locais e regionais; preparar o estudante para aceder a formações pós-secundárias ou ao ensino superior, se for essa a sua vontade”. Destinam-se a jovens que procuram um ensino “mais prático” e “voltado para o mundo do trabalho”. Refere ainda que há subsídio para os alunos a nível de transportes escolares, alimentação e materiais. A escola tem, em média, uma turma aberta por cada curso (conforme consulta no site da escola).

Piscina do CEF, foto CEF
Piscina do CEF. Foto: CEF

O ensino profissional tem crescido nos últimos anos e atingido alguma reputação, já menos associada a quem “não quer estudar” e chamando a atenção de alunos com alto rendimento. Mas para o diretor executivo da INSIGNARE, Francisco Vieira, o cenário ainda é de “alguma preocupação”.

“Há uma discussão forte que deveríamos ter”, frisou ao mediotejo.net, comentando que o ensino obrigatório, em alguns casos, se deveria ficar pelo 9º ano e que os novos cursos superiores profissionais, entre outras ofertas similares, afetam a estabilidade do ensino profissional, uma vez que os programas se tornam muito semelhantes. “É cada vez mais importante formar cidadãos”, diz, salientando a necessidade de se pensar melhor esta estrutura de ensino.

Com uma “dose quanto baste de humildade e ambição” a INSIGNARE completou este ano 25 anos ao serviço do ensino profissional. Para Francisco Vieira, o sucesso da estrutura, sobretudo da EHF, que “é verdadeiramente muito conhecida”, deve-se também ao “reforço de aproximação às empresas”.

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