Ourém | Município garante segurança de ETARs e ausência de focos de poluição

visita marcou encerrar das atividades do Dia Mundial da Água Foto: mediotejo.net

Não obstante alguns críticas nos últimos anos relacionadas com o funcionamento da ETAR de Seiça e o seu possível envolvimento na poluição do rio Nabão, o presidente da Câmara de Ourém, Luís Albuquerque (PSD), garantiu em declarações à comunicação social na sexta-feira, 5 de abril, que tanto esta como a ETAR do Alto Nabão, em Formigais, se encontram a funcionar dentro da normalidade e inclusive longe do limite da capacidade.

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O Dia Mundial da Água foi marcado com uma visita à ETAR do Alto Nabão, adiantando-se que foram realizados investimentos em manutenção e atualização que já ultrapassaram os 200 mil euros em ambas as ETARs municipais.

A visita à ETAR do Alto Nabão reuniu autarcas e equipas de manutenção, num momento em que foi apresentado um vídeo municipal do círculo urbano da água. Nos últimos dias, dentro da atividades do Dia Mundial da Água, a ETAR foi visitada por escolas, sendo explicado aos mais novos o funcionamento da estrutura e a sua importância na limpeza dos resíduos.

ETAR do Alto Nabão mantém-se nos 30% de capacidade Foto: mediotejo.net

O mesmo circuito foi apresentado e explicado aos presentes, sendo evidenciado que os toalhetes e os óleos alimentares, assim como os cotonetes e os pensos, são as principais causas de entupimentos na tubagem, inclusive nas próprias casas das pessoas. No final foi entregue uma pen-drive e um folheto com variada informação sobre os sistemas de tratamento de águas residuais.

Ourém tem um aquífero extenso e de boa qualidade, não sendo a falta de água, no imediato, uma preocupação. Luís Albuquerque adiantou que neste mandato têm sido realizados um conjunto de “investimentos consideráveis” nas duas ETARs municipais, nomeadamente a instalação na de Seiça, localizada na Sabacheira (Tomar), de um sistema de gradagem que se situou nos 60 mil euros.

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Ao mesmo tempo, na tentativa de resolver os problemas de carência de saneamento, o município aderiu a estrutura intermunicipal Tejo Ambiente, que se encontra neste momento a aguardar o visto do Tribunal de Contas. Com um conjunto de ante-projetos já aprovados (redes em baixa), a expectativa municipal é que nos próximos quatro anos se atinja os 60% de cobertura no concelho.

Toalhitas e óleos alimentares são as principais causas de entupimentos nos sistemas de resíduos Foto: mediotejo.net

No que toca ao funcionamento das ETARs municipais, o presidente garantiu que todas as análises realizadas têm garantido à Câmara de Ourém que ambas se encontram a trabalhar dentro da normalidade, afastando possíveis envolvimentos em focos de poluição.

Acresce que as duas se encontram longe de atingir os limites de capacidade (a de Seiça encontra-se a 60% e do Alto Nabão a 30%), pelo que não será necessário novas estruturas nos próximos anos, apenas trabalhos de modernização. “Foi um investimento bem feito, em 2000, que previu a capacidade destas ETARs para o concelho no futuro”, refletiu.

Neste mandato o município já investiu mais de 200 mil euros na manutenção das estruturas, adiantou. Para além do sistema de gradagem na ETAR de Seiça, as ETARs foram equipadas com sistemas de controlo remoto.

As ETARs do Alto Nabão e de Seiça servem sobretudo o norte do concelho de Ourém, sendo os efluentes da zona de Fátima encaminhados para a ETAR sobre a gestão da SIMLIS.

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