Ourém | Mercado do Peixe de Freixianda reabre com promessas de investimentos no norte do concelho (c/vídeo)

Reabilitação custou cerca de 400 mil euros e teve financiamento do Turismo de Portugal Foto: mediotejo.net

O Mercado do Peixe de Freixianda, na antiga freguesia de Frexianda, sofreu no último ano uma larga intervenção de remodelação estimada em cerca de 400 mil euros. A obra teve financiamento de 300 mil euros do Turismo de Portugal, sendo os restantes 70 mil da Câmara Municipal de Ourém e 30 mil da junta da união de freguesias de Freixianda, Ribeira do Fárrio e Formigais, que realizou a candidatura. O espaço foi inaugurado no domingo, 16 de fevereiro, como exemplo do esforço do município em olhar para além de Fátima e apostar em investimentos no norte do concelho.

Após a bênção do edifício, a população foi convidada a um convívio, antecedido pelos discursos oficiais. O presidente da junta da união de freguesias, Abílio Rodrigues, não se inibiu nas críticas aos anos de promessas eleitorais vazias, assim como ao facto da atual oposição PS não ter sido favorável ao investimento no Mercado do Peixe. “Representa a nossa identidade, história e património”, frisou, e há muito que já não oferecia condições para trabalhar.

Para além de espaço de venda de produtos frescos, adiantou, o Mercado fica disponível como equipamento polivalente, podendo receber outros eventos. Já o dinheiro do Turismo de Portugal contemplou ainda outros pequenos investimentos, como uma página web e uma aplicação de telemóvel para fins de promoção turística.

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Ourém | Inauguração do Mercado do Peixe de Freixianda depois de remodelação. Espaço vai receber atividades culturais. Intervenções oficiais

Publicado por mediotejo.net em Domingo, 16 de fevereiro de 2020

 

O presidente da Assembleia Municipal, João Moura, e o presidente da Câmara de Ourém, Luís Albuquerque, focaram ambos a necessidade de se investir no norte do concelho, uma vez que a atividade económica tende a concentrar-se no sul, junto a Fátima, gerando um município “a duas velocidades”. Deste modo, apesar de não ser consensual o investimento na remodelação do Mercado, “esta é uma das opções que é de louvar”, comentou João Moura.

Remodelação do Mercado do Peixe é um dos poucos investimentos de monta que se registaram nos últimos anos no norte do concelho. Brinde entre autarcas e empresários locais Foto: mediotejo.net

Luís Albuquerque aproveitou a ocasião para informar os munícipes que, no atual mandato, o município já investiu 1 milhão de euros em diferentes tipos de obras na união de freguesias (associações, bombeiros e beneficiação de estradas). Ter equipamentos é essencial para atrair empresas e, deste modo, atrair pessoas e combater a desertificação que afeta esta zona, argumentou.

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Neste âmbito, o presidente lembrou o impulso que a sua gestão deu para concluir um projeto antigo para uma zona industrial na Freixianda, havendo já 57 proprietários em condições de avançar para contratos de compra e venda. O autarca frisou a importância de terminar de vez o projeto, a fim de aproveitar os apoios ao interior que o Governo anunciou recentemente.

Por fim, sobre a estrada nacional 356, que liga Ourém a Freixianda, reconheceu que esta não será intervencionada na sua totalidade nos próximos anos, mas que o atual executivo vai procurar fazer algumas obras.

Em declarações ao mediotejo.net, Abílio Rodrigues manifestou-se satisfeito com o que ouviu sobre a vontade de investir no norte do concelho, mas, refletiu, “vamos andando um passo de cada vez”. O autarca manifestaria assim a expetativa que o novo Mercado do Peixe possa fazer renascer o mercado de rua semanal, às segundas-feiras.

Mercado do Peixe fica ainda disponível como espaço polivalente Foto: mediotejo.net

Como novo espaço polivalente, mais amplo, o Mercado fica ainda disponível para atividades culturais. O presidente da junta adiantou que dentro em breve vai já decorrer uma exposição de miniaturas de carros de bombeiros, sendo que as feiras de velharias  (ocorrem quatro vezes ao ano) vão passar a decorrer ali. O equipamento está ainda disponível para que as associações ali realizem todo o tipo de eventos, de peças de teatro a bailes, comentou.

As bancas duplicaram com a remodelação, passando a existir 30, entre venda de peixe e outros produtos variados. Carlos Mendes é um dos mais antigos feirantes do Mercado do Peixe de Freixianda e mostrou-se satisfeito ao mediotejo.net com a obra. “No inverno o espaço era gelado, não havia condições” para trabalhar, recorda.

O negócio não é o mesmo de há 20 anos, admite, mas continua a fazer-se. Carlos Mendes refere que continua a marcar presença em prol da feira e não tanto do lucro. “Se os vendedores desaparecerem, os clientes não vêm e deixa de haver mercado”, constata. Pouco mais há a fazer pela feira semanal, mas sugeriu que se pense numa reorganização das tendas, mais ajustada às lógicas de venda.

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