Ourém | IMI, animais errantes, saneamento e taxa turística preocupam população de Fátima

Luís Albuquerque e Humberto Silva deram conta à população dos projetos em curso para Fátima Foto: CM Ourém

O encontro com a população de Fátima, no âmbito da iniciativa “Ouvir Ourém e os Oureenses”, decorreu na noite de segunda-feira, 11 de fevereiro, na junta de freguesia. Depois de uma visita durante o dia à autarquia, o presidente da Câmara, Luís Albuquerque (PSD), apresentou à população, perante uma sala lotada, os projetos que existem para a freguesia, ouvindo de seguida as preocupações dos moradores. Dos animais errantes à taxa turística municipal, destacou-se uma cidade que vive do turismo e sente que as infraestruturas e equipamentos existentes não são adequados à realidade.

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Coube ao presidente da junta de Fátima, Humberto Silva (PSD), iniciar a sessão, dando conta da visita que decorreu durante todo o dia e os locais que o executivo municipal pôde visitar. Desde ruas a necessitar de intervenção, Aljustrel, o bairro de Nossa Senhora da Conceição, firmas com problemas de expansão, os projetos para o Centro Cultural de Fátima e o Parque da Cidade, de tudo um pouco Luís Albuquerque e restante vereação tomaram conhecimento.

Já o presidente da Câmara fez um ponto de situação aos presentes dos vários projetos municipais em curso. Nomeadamente: a requalificação da Estrada da Loureira (que deverá avançar ainda este ano), o concurso para elaboração do projeto do Centro Cultural de Fátima (só há um ante-projeto), as negociações com a Infraestruturas de Portugal em torno da requalificação da Avenida João XXIII, a análise do projeto em curso para o Parque da Cidade e os trabalhos de recuperação que se encontram a decorrer na Avenida D.José Alves Correia da Silva (cerca de 100 mil euros investidos na substituição de lajes e calçada).

Seguiu-se a intervenção de diversos populares e inclusive ex-autarcas. José Poças das Neves questionou pela revisão do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), que em algumas zonas de Fátima atingirá valores semelhantes aos de Lisboa; uma moradora, que se identificou com Ana Ribeiro, deu conta do elevado número de cães abandonados em Fátima (cerca de 500 ao ano, segundo afirmou), matilhas perigosas e uma colónia com 30 gatos vadios, questionando ainda sobre a seriedade da proposta da taxa turística sobre as dormidas nos hotéis; foram colocadas ainda várias questões relacionadas com saneamento e águas pluviais.

Luís Albuquerque deu conta da constituição recente de uma empresa intermunicipal de gestão de águas e saneamento, que permitirá investimentos nos próximos anos, explicando as dificuldades e elevados custos que acarretam este tipo de obras para o município.

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Quanto aos animais errantes, evidenciou que se trata de um problema nacional e que o município tem em curso um projeto para um canil de transição, sendo que os animais seguem neste momento para o Canil Intermunicipal de Proença-a-Nova.

Sobre o IMI, adiantou que este ano haverá uma reavaliação dos valores, tendo já o município indicado um representante para integrar a comissão avaliadora. O autarca manifestou esperar que se faça alguma justiça por todo o concelho.

Já a taxa turística é mesmo para avançar, embora o presidente tenha admitido que possa já não ser nos mesmo moldes em que foi anunciada. Segundo referiu, há reuniões agendadas com as associações de hoteleiros e Turismo de Centro para encontrar uma solução.

 

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