Ourém | Empresário pede ao município que retire domínio “fatima.pt” ao Santuário de Fátima

Luís Albuquerque e Humberto Silva ouviram as queixas e observações dos moradores da freguesia de Fátima Foto: mediotejo.net

A iniciativa “Ouvir Ourém e os Oureenses” decorreu na segunda-feira, 11 de fevereiro, em Fátima, com uma plateia cheia reunida na junta de freguesia local. Entre as diferentes intervenções do público, ressaltou a de um empresário que criticou os órgãos autárquicos por terem aberto uma exceção à lei, permitindo a atribuição do domínio eletrónico “.pt” da localidade geográfica “Fátima” ao Santuário de Fátima. Neste momento, explicou, qualquer nova empresa que surja que queira usar a marca “Fátima” no seu nome acaba por ter que ter autorização da instituição religiosa, o que, afirmou, está a prejudicar a implantação de negócios na cidade.

PUB

Identificando-se como Renato, o empresário começou por referir ter-se mudado para a Fátima há cerca de dois anos, tendo realizado uma longa exposição sobre todo um conjunto de problemas burocráticos com que se tem deparado e, por vezes, o desinteresse das próprias instituições em resolvê-los. A concluir, deu conta de um problema relacionado com os domínios eletrónicos “.pt” que, segundo este, tem estado a prejudicar a instalação de certos negócios na região.

Conforme explicou, o Santuário de Fátima, que há vários anos detém um site online, usou durante muito tempo a designação “santuario-fatima.pt”, utilizando a junta de freguesia de Fátima o “fatima.pt”. A legislação, referiu o morador, diz que os domínios greográficos “.pt” devem pertencer ao poder local e só este pode fazer exceções. Terá sido portanto o poder local a autorizar a troca, sendo que atualmente o domínio “fatima.pt” remete para o site do Santuário de Fátima.

O empresário frisou que acredita que houve boa-fé no processo, no entanto criou um problema às empresas, que quando tentam implementar um nome associado à marca “Fátima” recebem cartas de firmas de advogados. “Tudo o que tenha a ver com Fátima passa pelo Santuário de Fátima”, constatou, adiantando que se encontra um processo de investigação sobre o caso a decorrer no Instituto Nacional de Propriedade Industrial.

O morador explicou que já tentou criar duas empresas que iam trazer investimento e trabalhos para a cidade, tendo-se confrontado com este problema de natureza burocrática e que acaba por afetar o avançar dos projetos. Afirmaria assim que várias empresas e marcas não se conseguem implementar devido à propriedade deste domínio pelo Santuário de Fátima, apelando à “revisão imediata” desta exceção.

PUB

Em resposta ao morador, o presidente da Câmara, Luís Albuquerque, afirmou não ter conhecimento da situação que este estava a expor.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here