Ourém | Cursos profissionais têm saída e estão a valorizar no mercado (C/FOTOS)

Cerca de 1500 alunos visitaram stands e assistiram a conferências sobre o futuro profissional Foto: mediotejo.net

Cerca de 1500 alunos dos estabelecimento de ensino públicos e com contrato de associação ao Estado do município de Ourém participaram na sexta-feira, 25 de janeiro, no Fórum Estudante. No Centro Municipal de Exposições estiveram presentes 40 instituições, entre ensino superior, Exército e ainda os diferentes cursos profissionais disponíveis no concelho. Face à crescente valorização no mercado dos cursos técnicos, o mediotejo.net foi tentar perceber como se encontra a oferta e a procura no concelho.

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As carreiras técnicas, sem formação superior, nas áreas da eletricidade, eletrónica, robótica, automação ou multimédia estão a sofrer uma valorização monetária no mercado, dada a escassez de recursos humanos existente e a crescente necessidade do setor industrial por este tipo de profissionais. Atualmente, adiantou uma investigação do jornal Expresso, profissões como instalação e manutenção de elevadores podem atingir salários de 2300 euros, sem esquecer os técnicos de manutenção de áreas variadas que se situam numa média dos 1500 euros. Em Ourém estes cursos existem e têm conseguido manter turmas nos diferentes estabelecimento de ensino, embora nem sempre com efetiva consciência das oportunidades da parte dos alunos.

Na Escola Secundária de Ourém, o curso de técnico de eletrónica, automação e computadores tem três turmas. Esta é uma área, admite o professor de eletrónica e subdiretor, Filipe Batista, que nem sempre recebe alunos propriamente conscientes quanto à área que vão integrar, mas que gradualmente os conquista.

O ensino profissional já não é só para os que não querem estudar, reconhece, e tem vindo a sofrer uma crescente valorização, mas ainda não é reconhecido em pleno o seu potencial, reflete o docente. “Se estes técnicos forem bons, conseguem um bom emprego e um bom ordenado”, constata, “geralmente todos estes alunos conseguem emprego. A indústria tem necessidade de bons técnicos na automação, na pneumática”.

A escola é frequentemente contactada por empresas que procuram estagiários nestes áreas. Situado na transição entre Leiria e Santarém, Ourém consegue responder às necessidades da indústria de moldes da Marinha Grande e ao setor industrial de Leiria. “As máquinas precisam sempre de técnicos. Uma máquina parada numa indústria é dinheiro” perdido, reflete.

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A Secundária de Ourém oferece ainda, ao nível do ensino profissional, Informática e Sistemas, Multimédia, Técnico Auxiliar de Saúde, Análise Laboratorial, Contabilidade e.  Apoio Psicossocial. Filipe Batista recorda que a escola chegou a ter o curso de instalações elétricas, que tem procurado recuperar. Os cursos vão mudando com os anos e com as necessidades regionais, a fim de não sobrecarregar o mercado.

Um cenário semelhante é retratado por Helena Reis, coordenadora de Ensino Profissional do Centro de Estudos de Fátima. A instituição privada que tem um contrato de associação ao Estado oferece atualmente os cursos profissionais de Apoio Psicossocial, Comercial, Multimédia, Eletrónica Automação e Computadores e ainda Logística e Instalações Elétricas. São as necessidades da região, explica, e que têm tido procura de alunos sobretudo ao nível da Multimédia e da Eletrónica. Nesta instituição, porém, cerca de 70% dos estudantes segue depois para o ensino superior. “O resto vai para o mercado de trabalho e encontra emprego”, refere.

“Há espaço para crescimento na região. Temos empresas que solicitam estagiários logo que abre o curso, sentimos isso nas instalações elétricas. Os alunos já tinham estágio quando começaram a formação, até porque não havia” nenhum curso semelhante na zona, recorda a docente.

Fórum Estudante hoje em Ourém

Publicado por mediotejo.net em Sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

O curso de Metalomecânica da Escola Profissional de Ourém (EPO) é dos que tem mais saída atualmente, numa instituição em que cerca de 60% dos alunos optem por integrar o mercado de trabalho assim que terminam o 12º ano. A nível das necessidades da região, o supervisor da EPO, António Évora, comenta que existe uma carência atual por técnicos ligados à construção civil, nomeadamente para medições e orçamentos, assim como na manutenção industrial. Nesta última área, a EPO forma alunos em Mecatrónica Automóvel.

Na abertura do certame, o presidente da Câmara, Luís Albuquerque, salientou a importância deste evento para orientar os jovens entre o 9º e o 12º ano a tomarem decisões que marcarão o seu futuro. “É por eles que nós, mais uma vez, organizámos este evento”, referiu.

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