Ourém | ‘Baby boom’ com número de bebés nascidos a aumentar 14,7% em 2018

Pela internet, pelos jornais locais e nos Centros de Saúde foram os locais onde os pais souberam da medida de apoio Foto: mediotejo.net

O aumento da natalidade é uma tendência nacional, mas em Ourém, no último ano, os nascimentos dispararam, com um aumento de 14,7%, mais do dobro da média do Médio Tejo. A tendência pode explicar, refletiu o presidente, Luís Albuquerque (PSD-CDS), um pouco da inflação generalizada da habitação na autarquia, em particular em Fátima. Os números surgem no balanço do primeiro ano de aplicação do apoio à natalidade da Câmara de Ourém, medida esta que apenas foi requerida por cerca de metade dos recém-nascidos.

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O balanço foi lido durante a reunião privada de 20 de maio, segunda-feira, e enviado às redações. No texto é referido que em 2018 concorreram ao apoio à natalidade 189 famílias, tendo sido aceites 188 processos, “o que representa, em termos globais, um apoio no montante de 121 490,00 euros”. Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística, nasceram no concelho de Ourém neste período 327 crianças, “o que significa que, aparentemente, somente 57,8% se candidataram à medida”.

Para o município, esta situação pode-se traduzir pelo desconhecimento da medida, que foi uma novidade em 2018 e cujo regulamento só foi publicado em agosto, ainda que com efeitos a partir de 1 de janeiro de 2018. Fátima foi a freguesia que registou mais pedidos (61), seguida de Nossa Senhora da Piedade (41) e Nossa Senhora das Misericórdias (23).

Em Alburitel foi feito apenas um pedido, situação semelhante a Seiça e Espite, com três cada. Faltará assim informação nas freguesias mais rurais, “que podemos colmatar com o reforço de informação e divulgação”.

Para avaliar a eficácia da medida, o município fez ainda um estudo aos nascimentos registados nos últimos quatro anos no concelho, apercebendo que o número disparou em 2018.

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Ourém teve uma tendência decrescente de nascimentos entre 2015 e 2017, ao passo que na subregião do Médio Tejo registou-se o inverso, um crescimento gradual. “Podemos verificar que a taxa de variação de 2017 para 2018 foi positiva para todos os grupos em análise (Continente, Médio Tejo, Leiria, Centro e Ourém), verificando-se que Ourém teve um crescimento de 14,7% (mais 42 nascimentos) ao passo que na CIMT este crescimento foi somente de 6% e nas restantes regiões da análise de cerca de 1%. Em súmula, os valores para o concelho são extremamente positivos, quando comparados com os restantes grupos”, refere.

Num sessão particular com jornalistas na terça-feira, 21 de maio, Luís Albuquerque manifestou-se assim bastante satisfeito com a medida de apoio à natalidade. Questionado sobre o crescimento anómalo dos nascimentos, o autarca comentou que o valor poderá estar relacionado com uma perceção geral da instalação recente de muitos casais jovens no território, dada a qualidade de vida, centralidade e existência de emprego, enumerou.

Alertado para o preço atual dos terrenos em Fátima e da própria habitação, que chegam a atingir valores de núcleos com muito maior densidade urbana, o autarca constatou que tal só confirma a sua teoria. “É sinal que há procura”, ainda que tal possa significar o aumento dos preços das casas no concelho.

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