Ourém | Acesso ao Hospital de Leiria em discussão com ministra da Saúde

Reunião do município de Ourém com a Ministra da Saúde Foto/Fonte: facebook António Gameiro

O presidente da Câmara Municipal de Ourém, Luís Albuquerque, reuniu na terça-feira, 9 de abril, com a Ministra da Saúde, Marta Temido, para discutir o acesso dos oureenses ao Centro Hospitalar de Leiria após a demissão do presidente do Conselho de Administração, Hélder Roque, e as notícias que surgiram em sequência, apontando-se Ourém como um dos factores dos problemas atuais da instituição. Para já o acesso do concelho ao Hospital de Leiria mantém-se nos mesmos moldes, mas estão a ser discutidas possíveis mudanças na organização da saúde no município ouriense.

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Segundo nota de imprensa municipal, a reunião contou com a participação dos deputados da Assembleia da República pelo distrito de Santarém, António Gameiro e Duarte Marques, da presidente da Câmara Municipal de Tomar e da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, Anabela Freitas, e do presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS LVT), Luís Pisco.

Para Luís Albuquerque “os oureenses podem estar tranquilos porque nada do que foi conquistado no passado estará em causa”, logo os “cuidados de saúde que hoje são prestados aos utentes de Ourém no Centro Hospitalar de Leiria deverão ser mantidos”. Segundo o autarca, a Ministra Marta Temido mostrou “sensibilidade” para a situação e reconheceu que o Centro Hospitalar de Leiria necessita de um reforço de meios. Neste sentido, ficou agendada uma nova reunião com a Secretária de Estado da Saúde para analisar um estudo ainda em elaboração sobre o funcionamento do Centro Hospitalar de Leiria e o impacto do acesso dos utentes oureenses a esta estrutura.

“Todos os portugueses podem optar pelo hospital onde pretendem ser tratados” de acordo com o despacho do antigo Ministro da Saúde, afirma o presidente, e, neste contexto, “os oureenses podem recorrer às urgências disponíveis em Tomar, Torres Novas ou Leiria, conforme entenderem”. “O mais importante é a manutenção do livre acesso pelos oureenses a qualquer hospital da região e do País”, refere.

O momento foi ainda aproveitado para discutir com a Ministra da Saúde a situação do Centro de Saúde de Ourém. Segundo a mesma informação, a governante mostrou “abertura para num futuro próximo existir um reforço de meios que permita voltar a disponibilizar um serviço de urgências”. Deste modo, os utentes do concelho de Ourém poderiam fazer um primeiro rastreio no Centro de Saúde e, destaca a nota de imprensa, diminuir a afluência aos hospitais da sua região.

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Ficou assim definida a marcação de uma reunião com o presidente da ARS LVT e com a diretora do Agrupamento de Centros de Saúde do Médio Tejo para discutir a proposta, “que passará pelo alargamento do horário da estrutura e a afetação de mais médicos”.

Otimista, Luís Albuquerque deixa uma mensagem de tranquilidade aos oureenses já que “as condições que temos hoje irão manter-se e tenho esperança que possam ser melhoradas num futuro próximo”.

O município de Ourém reuniu-se também na última semana com o Centro Hospitalar do Médio Tejo. Ao mediotejo.net, o presidente da administração, Carlos Andrade Costa, reiterou que a instituição mantém a sua posição, tornando a afirmar que nunca considerou que Ourém tivesse saído da sua área de referência.

“Os números mostram que a população de Ourém continua a vir”, salientou, indicando que há uma média de 100 cirurgias por mês a utentes ourienses e mil consultas por mês nas urgências dos três hospitais.

Quanto ao facto da urgência de Tomar continuar a ser básica e do município de Ourém já ter defendido o seu eventual reforço no âmbito da discussão de um eventual “regresso” dos utentes ao CHMT, o responsável afirmou que a estrutura encontra-se hoje bem equipada e que se continua a trabalhar nesse sentido.

“Para nós, a população de Ourém nunca partiu”, sublinhou.

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