“Os Prof’s”, por Aurélio Lopes

Foto: DR

Dizia, há alguns anos, o conhecido antropólogo e historiador espanhol Júlio Caro Baroja, numa entrevista ao jornal Le Monde: “o paranormal [pelo menos o mais VIP e badalado], a ovnilogia e a queda de extraterrestres, não passam [dos mitos] das velhas bruxas encobertos por uma linguagem pretensamente científica”.

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O mesmo se pode dizer, convenhamos, da astrologia, em termos do reconhecimento social e promoção mediática, bem como dos inúmeros médiuns (prof’s, assim chamados) de configuração exótica e múltiplas e pretensas capacidades, abarcando todas e mais algumas áreas da magia, feitiçaria, mediunidade, curandeirismo, astrologia e quejandos.

Com denominações (Prof. Anu, Prof. Toga, Prof. Sábá, etc.,…) que remetem para culturas estranhas e distantes (quase sempre africanas) e reivindicam ignotos conhecimentos, daí oriundos e obtidos, depreende-se, em processos iniciáticos herméticos e misteriosos.

Tratam tudo!

Enganos e desenganos, amorosos ou não. Negócios e falências; milagrosamente revertidas. Doenças de todo o foro e mais algum; físicas ou metafisicas. Apegos e desapegos. Amarrações e adivinhações diversas.

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Casamentos e descasamentos, se for caso disso.

A simples sorte ou o esconjuro do azar. Fidelidades e infidelidades. Fertilidades e infertilidades. Felicidade e enriquecimento; como condições plenas e absolutas.

São os novos magos! Substitutos dos “curandeiros” (ou mais precisamente “curandeiras”) de antigamente; tradicionais e populares.

Incorporando e reivindicando, agora, todas e mais algumas competências.

Afinal, uma espécie de tudo em um!

Próprios de uma sociedade abrangente e global.

Mas, nem por isso, menos crédula.

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