“Opiniões”, por Vasco Damas

A diversidade de opiniões é das coisas mais apaixonantes que existem. Afirmo-o com a humildade de quem tem noção que conhece uma infimidade quando comparada com a infinidade desconhecida.

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É o contacto com essa diversidade que me permite aumentar um pouco o pouco conhecimento que tenho. Aumento-o com aqueles que, como eu, assumem que também sabem pouco e, particularmente, com todos aqueles que do cimo do seu pedestal acham que sabem muito.

Gosto de observar a sua fanfarronice que critica indiscriminadamente todas as outras sugestões porque as soluções estão guardadas para o momento certo em que, se lhes permitirem e eles estiverem dispostos a isso, serão finalmente escancaradas as portas do progresso.

O mesmo progresso que religiosamente se mantém guardado há demasiado tempo dentro da gaveta mais recôndita de quem, de forma egoísta, tem a chave da decisão e da solução.

Começam a faltar motivos para ficar mas “felizmente” talvez ainda faltem oportunidades para partir. Esse risco será minimizado com uma alteração da visão estratégica que se reconstrua a partir de um desenvolvimento integrado que comece no núcleo e se propague para a periferia.

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Com o devido respeito por quem não tem o mesmo respeito, não me parece que se alcance o progresso com a construção de rotundas que ajudam a acelerar a desertificação mas sim com pontos de atração que convidem a vir e a ficar.

Que fique claro que estarei sempre do lado do progresso e do desenvolvimento e estarei na linha da frente para aplaudir e para agradecer a quem o conseguir, mas neste momento convido a que olhemos para o que se fez e essencialmente para o que se deixou de fazer.

Façamos as contas ao que se gastou e à forma como podia ter sido gasto. A sensação de dever cumprido não pode existir e, se existir, não está certamente a ser honesta, principalmente quando constatamos que, para uns, interioridade rima com calamidade e para outros rima com oportunidade.

Há novos caminhos a trilhar e novas oportunidades a criar. Bem sei que o pântano existe e que os compromissos herdados ainda demorarão a ser honrados… mas o caminho faz-se caminhando e a esperança é a última a morrer.

Olhando de forma positiva, as coisas só podem melhorar porque a tendência não pode continuar inclinada para baixo. Há que ter vontade para cortar as amarras do passado mas, sejamos honestos, há também que haver essa possibilidade. Haja então vontade, oportunidade e se continuarem a existir pessoas tudo voltará a ser possível.

É esta a minha opinião. Haverá certamente outras. E essa pluralidade pode e deve ser aproveitada. Em nome do progresso e do desenvolvimento ou, se preferirem, para bem de todos nós.

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