“Olímpio Craveiro, o decano dos fotógrafos sertaginenses”, por Sartagografia

Olímpio Craveiro

É o decano dos fotógrafos sertaginenses e a sua arte influenciou muitos dos que lhe seguiram as pisadas. Apesar de sempre ter assinado as suas fotografias como amador, Olímpio Craveiro é ainda hoje lembrado pelo seu talento e qualidade para captar os instantâneos do dia-a-dia do concelho da Sertã.

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Apesar de ter nascido em Olalhas (concelho de Tomar) a 24 de julho de 1891, Olímpio Craveiro veio para a Sertã ainda criança, acompanhando a família que aqui se estabeleceu. Como muitos jovens da sua idade, foi recrutado para integrar o Corpo Expedicionário Português, que lutou em França durante a I Guerra Mundial (1914-1918). Conseguiu sobreviver ao conflito, guardando contudo alguns ferimentos de guerra que – dizem alguns – não hesitava em mostrar quando a isso era solicitado.

Terminada a guerra, permaneceu em Paris, onde trabalhou na embaixada portuguesa vários anos. Apaixonou-se e quando teve de regressar a Portugal deixou a mulher por quem nutria profundo amor (confidenciou anos mais tarde que ela o quis acompanhar mas que ele recusou, para a poupar às agruras do que era viver num país tão diferente e bastante pobre).

Quando chegou à Sertã, foi nomeado chefe de Conservação das Estradas.

Porém, a cultura era a sua grande paixão e a fotografia o seu principal hobby. Quando jovem tivera a sua primeira máquina, aprendendo os segredos da arte com o fotógrafo Carlos Relvas. Sempre que este passava pela Sertã, Olímpio Craveiro acompanhava-o nos seus périplos fotográficos. Registou algumas paisagens do concelho e também uma imagem que haveria de se tornar icónica – os antigos Paços do Concelho da Sertã.

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Voltou a fotografar após o retorno à Sertã e aí dedicou-se de corpo e alma a esta arte. Fotografava tudo e sempre que sabia que alguma casa ou edifício estava para ir abaixo corria ao local para registar para a posteridade a memória do que lá existira.

Nutria também grande admiração pelo teatro, sendo um dos grandes impulsionadores desta arte na vila da Sertã e integrando diversas companhias de amadores – ensaiou mesmo algumas delas.

Nos Bombeiros Voluntários da Sertã, Grémio Sertaginense e Filarmónica União Sertaginense fez parte dos corpos gerentes.

Faleceu a 26 de Março de 1981.

Para mais informações sobre esta e outras matérias, consulte www.sartagografia.pt

1 COMENTÁRIO

  1. A ele lhe devo, uma fotografia da casa dos meus avós. A casa já não existe. Mas as memórias das férias grandes da minha infância, ficaram registadas em grande formato.
    Agradecido.

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