Municípios portugueses assinam protocolo com Proteção Civil e Liga dos Bombeiros

Municípios portugueses assinam protocolo com Proteção Civil e Liga dos Bombeiros. Foto: DR

A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) aprovou hoje a assinatura de um protocolo de colaboração com a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) e Liga dos Bombeiros Portugueses para a valorização das equipas de intervenção permanente.

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“Este protocolo reconhece que os municípios desempenham um papel muito relevante no sistema de proteção civil, na medida em que se traduzem na presença do Estado mais enraizada e conhecedora da realidade local”, disse Manuel Machado, presidente da ANMP, no final da reunião de hoje do Conselho Diretivo.

O protocolo será assinado a 04 de abril, em Monforte, no distrito de Portalegre, no dia em que serão formalmente constituídas mais 40 equipas de intervenção permanente.

Segundo Manuel Machado, o documento será assinado com todas as equipas de intervenção permanentes em funcionamento no país, reconhecendo que os municípios são “parceiros essenciais no âmbito do planeamento, da prevenção e da coordenação da resposta operacional”.

Nesse acordo, está incluída também a atualização salarial dos bombeiros que formam as equipas de intervenção permanente, que são financiadas em partes iguais pelos municípios a que pertencem e pela ANPC.

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Na reunião de hoje, a ANMP apelou também à solidariedade dos municípios para com as vítimas do ciclone que devastou a região moçambicana da Beira, através da iniciativa SOS Moçambique.

“Vamos enviar a todos os associados uma mensagem para ser tornado pública o número das contas bancárias, que foram criadas em articulação com o Governo português, a embaixada de Moçambique, a Cruz Vermelha e a Fundação Fernando Leite Couto, que opera no território”, disse Manuel Machado.

De acordo com o autarca, “com esta mensagem os municípios poderão direcionar devidamente os recursos e a ajuda solidária, porque é fundamental que ela chegue aos seus destinatários”.

O número de vítimas mortais do ciclone Idai e das cheias que se seguiram no centro de Moçambique subiu para 468, anunciaram hoje as autoridades moçambicanas.

A informação foi prestada pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) e representa um acréscimo de 21 mortos em relação aos dados de segunda-feira.

Os centros de acolhimento continuam a receber pessoas afetadas pelo Idai e registam hoje um total de 127.000 entradas.

O número de pessoas afetadas pelo ciclone subiu para 797.000, sendo que este total de pessoas afetadas não significa que estejam em risco de vida.

A cidade da Beira, no centro litoral de Moçambique, foi uma das mais afetadas pelo ciclone, na noite de 14 de março.

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