Movimento pelo Tejo reafirma que Espanha não cumpriu a Convenção de Albufeira

Baixo nível de água no Tejo e Ponsul resulta de descargas extraordinárias em barragem espanhola. Foto: DR

O proTEJO – Movimento pelo Tejo, reiterou hoje que Espanha “não cumpriu mesmo a Convenção de Albufeira neste ano hidrológico de2018/2019”, que terminou no passado mês de setembro, “ao contrário da informação veiculada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA)”.

Em comunicado, o movimento ambientalista não só reitera que a informação que divulgou na segunda-feira, onde afirma que os caudais enviados por Espanha ficaram abaixo do acordado, como hoje diz que esse incumprimento até foi superior aos 106 hm3 inicialmente estimados: “a verdade é que Espanha enviou para Portugal apenas 2.500 hm3 (93%) dos 2.700 hm3 caudal anual fixado na Convenção de Albufeira”, afirma, ilustrando as conclusões com os cálculos efetuados.

“Com efeito, Espanha apenas poderia ter cumprido os 2.700 hm3 de caudal anual fixado na Convenção de Albufeira se, em todo o ano hidrológico, não tivesse ocorrido qualquer entrada de água no rio Tejo entre a barragem de Cedillo e a barragem do Fratel, seja com origem na precipitação pluvial, nas escorrências de água ou na contribuição dos afluentes existentes neste troço do rio, como sejam a ribeira de Nisa, a ribeira do Açafal, entre outros, ou seja, se este troço do rio Tejo e os seus afluentes estivessem completamente a “seco” durante o ano hidrológico de 2018/2019, o que não aconteceu”, pode ler-se na mesma informação.

“Lembramos ao Governo português que os cidadãos ainda aguardam o dia em que Portugal e Espanha disponibilizem a informação do escoamento da barragem de Cedillo, online e em tempo real, com uma total transparência e rigor que neste momento não existe”, continuam, dando conta que “este incumprimento de 200 hm3 de caudal anual é superior em 94 hm3 aos 106 hm3 que o proTEJO tinha estimado e comunicado na nota de imprensa do passado dia 7 de setembro, demonstrando assim a nossa prudente estimativa do escoamento máximo na barragem de Cedillo”.

“Assim sendo, desmentimos categoricamente a afirmação atribuída pela imprensa à Agência Portuguesa do Ambiente em como “a informação veiculada na segunda-feira pelo Movimento pelo Tejo refere-se “a uma estação de um rio afluente à albufeira de Cedillo na parte espanhola da bacia e não aos caudais lançados para Portugal, nem ao volume da albufeira de Cedillo. Esta é uma afirmação falsa, que não consta nem coincide com a informação constante da Nota à Comunicação Social da Agência Portuguesa do Ambiente e que não queremos acreditar que tenha sido proferida por um qualquer responsável desta instituição”.

“Acreditamos também que a atitude mais correta seria uma aclaração pública quanto à veracidade da afirmação que lhe foi atribuída!”, concluem.

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