Médio Tejo | Utentes da saúde pedem recondução de administração do centro hospitalar

Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo defendem recondução da atual administração do Centro Hospitalar. Imagem ilustrativa. Foto: DR

A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo (CUSMT) apelou à Ministra da tutela no sentido da recondução do atual Conselho de Administração (CA) do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), que termina o seu segundo mandato este mês de dezembro. Carlos Andrade foi nomeado presidente do CA do CHMT em julho de 2014 para um mandato por três anos, tendo em sido reconduzido em 2017 para um novo mandato de igual período temporal, que agora cessa.

“Nos quase seis anos de atividade do atual Conselho de Administração do CHMT, em pequenos passos e persistentemente foram concretizadas medidas de melhoria dos serviços numa lógica de equilíbrio regional na distribuição de valências, promovendo a qualidade e a proximidade”, refere a CUSMT no apelo enviado à Ministra da Saúde, tendo feito notar que “com diálogo, pragmatismo, bom senso e responsabilidade (especialmente da administração, trabalhadores e utentes), as soluções encontradas para os problemas existentes (e são muitos) têm contribuído para a valorização das unidades hospitalares do CHMT e de mais e melhores cuidados de saúde”.

Uma das críticas dos Utentes da Saúde é o atraso das obras na urgência do Hospital de Abrantes do CHMT, mas defendem a continuidade do trabalho desenvolvido pela atual administração. Foto: mediotejo.net

Na nota enviada à Ministra da Saúde, a CUSMT dá ainda conta que, “com a mobilização dos trabalhadores, com o envolvimento da comunidade e das instituições locais e regionais, com melhor organização, com a manutenção e aquisição de alguns novos equipamentos conseguiu-se reverter e valorizar os cuidados de saúde hospitalares no Médio Tejo, ultrapassando os efeitos negativos da reorganização de 2012, e prestigiar o Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.

O reforço dos meios financeiros e humanos tem sido uma constante nas reuniões da CUSMT com as instituições médicas e o CHMT. Na foto: Manuel Soares, da CUSMT (dirt) e Carlos Andrade, presidente do CA do CHMT. Foto: arquivo mediotejo.net

“Tem havido diferenças de opinião sobre a análise da realidade nos seus diferentes vetores e não têm sido as mesmas as soluções (e o calendário de execução) apresentadas para o reforço da prestação de cuidados e a melhoria dos serviços”, notam os representantes dos utentes, dando conta que, no entanto, “o futuro próximo revela-se desafiante e ao mesmo tempo motivador”.

Os utentes da saúde dão conta de três questões que “devem merecer de todos a melhor atenção”, como sejam a “melhoria dos serviços de urgência, mais recursos humanos e a articulação entre cuidados hospitalares, primários e continuados”, entendendo a CUSMT que o atual Conselho de Administração “está em condições de resolver estes problemas”, apelando, por isso, à sua “recondução”.

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Questionado pelo mediotejo.net sobre esta tomada de posição pública da Comissão de Utentes e indagado sobre a sua disponibilidade para a continuidade em funções, se para tal for convidado pela tutela, Carlos Andrade optou por não tecer comentários sobre a situação em apreço.

Carlos Andrade Costa, presidente do Conselho de Administração (CA) do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT)

Nascido em 1965, Carlos Andrade Costa tem Licenciatura em Direito e os Cursos de Administração Hospitalar, de Auditor de Defesa Nacional e Pós-graduação em Gestão de Instituições sem Fins Lucrativos, entre outros, como o de Diretor dos Serviços de Planeamento, Programação Financeira e de Assuntos Bilaterais I, no Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Na Santa Casa de Misericórdia de Lisboa foi administrador delegado de todos os equipamentos de cariz hospitalar da instituição. Membro de Direção dos Hospitais das Forças Armadas, foi o único civil a gerir hospitais militares. Carlos Costa realizou ainda um estágio no âmbito da gestão hospitalar do serviço nacional de saúde Dinamarquês. É professor em Instituições Universitárias, em cursos de especialização pós graduada, em gestão de saúde.

Centro Hospitalar do Médio Tejo e Liga dos Amigos do Hospital de Abrantes têm mantido uma relação profícua, a par de outras entidades e autarquias da região. O trabalho desenvolvido por Carlos Andrade tem sido elogiado por quase todos os quadrantes políticos e sociais. Foto arquivo: DR

A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo (CUSMT) já havia apelado em 2016 ao então ministro da Saúde para que o Conselho de Administração (CA) do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) fosse reconduzido em funções, elogiando o trabalho desenvolvido, o que veio a suceder, tendo o Governo aprovado em março de 2017, em Conselho de Ministros, a resolução que procedeu à nomeação de Carlos Manuel Andrade Costa, Cristina Maria Horta Marques (diretora clínica), Carlos Alberto Coelho Gil, Bruno Miguel dos Santos Ferreira e Ana Paula Eusébio (que substitui Nelson Silva),  respetivamente, para os cargos de presidente e vogais executivos do conselho de administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo para um novo mandato de três anos, e que cessa este mês de dezembro.

Constituído pelas unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas, separadas geograficamente entre si por cerca de 30 quilómetros, o CHMT funciona em regime de complementaridade de valências, abrangendo uma população na ordem dos 260 mil habitantes de 11 concelhos do Médio Tejo, no distrito de Santarém, Vila de Rei, de castelo Branco, e ainda dos municípios de Gavião e Ponte de Sor, ambos de Portalegre.

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