Médio Tejo | Seis autarquias vão investir 124 ME através de empresa intermunicipal ‘Tejo Ambiente’

Seis autarquias do Médio Tejo formalizam empresa intermunicipal ‘Tejo Ambiente’. Foto: CIMT

A Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT) formalizou na segunda-feira, em Tomar, a constituição da Tejo Ambiente, empresa intermunicipal que junta seis das 13 autarquias da região e que prevê investimentos de 124 milhões de euros ao longo de 30 anos nos municípios de Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar e Vila Nova da Barquinha.

PUB

A Tejo Ambiente foi uma prioridade definida no trabalho de concertação encetado pela CIM do Médio Tejo devido às debilidades existentes ao nível de redes de água e saneamento a necessitar de renovação, reservatórios a carecer de remodelação, perdas de água elevadas, infiltrações; manutenção deficiente em alguns ativos e baixa capacidade de investimento.

Dirigindo-se a todos os presentes, Anabela Freitas, presidente da CIM do Médio Tejo, afirmou que a constituição da Empresa Intermunicipal de Ambiente do Médio Tejo “visa servir os nossos concidadãos naquilo que é um bem essencial, que é a água”.

Fazendo um olhar sobre o processo, que implicou a constituição da Empresa, Anabela Freitas considerou que o dia de hoje simbolizava “um marco histórico”, enaltecendo os seis Municípios envolvidos.

“Estamos apostados para que no dia 1 de janeiro de 2020 estejamos prontos a servir os nossos cidadãos”, vincou a presidente da CIM do Médio Tejo, referindo-se aos serviços previstos: abastecimento de água, saneamento e recolha de resíduos urbanos.

PUB

O modelo desenhado assentou na leitura de que a população total em 2048 será de 88,6 mil habitantes, face aos 108 mil habitantes residentes nestes seis municípios em 2016, representando um decréscimo de cerca de 18%. Para efeitos do modelo económico considerou-se que a população reduz até 2033.

Seis autarquias do Médio Tejo formalizam empresa intermunicipal ‘Tejo Ambiente’. Foto: mediotejo.net

O Secretário de Estado do Ambiente, João Ataíde, afirmou que a Tejo Ambiente vai permitir “uma melhoria na qualidade do serviço” prestado devido “à união de esforços e racionalização de meios operacionais”. Como também, disse que a Tejo Ambiente prevê “a implementação de boas práticas operacionais e de gestão” o que constitui uma aposta orientada “para o desenvolvimento do território”.

O Secretário de Estado destacou ainda o “alargamento da cobertura do serviço” de abastecimento de água, saneamento e recolha de resíduos urbanos e a “acrescida proteção do ambiente e saúde pública através da realização de importantes investimentos”, que estão previstos com a agregação de municípios.

A cerimónia contou com a presença do Secretário de Estado do Ambiente, João Ataíde, com os seis presidentes de Câmara: Jacinto Lopes (Ferreira do Zêzere) Vasco Estrela (Mação) Luís Albuquerque (Ourém) Miguel Borges (Sardoal) Anabela Freitas (Tomar) e Fernando Freire (VN da Barquinha), entre outras individualidades. Foto: mediotejo.net

Anabela Freitas, presidente da CIMT, disse à agência Lusa que a criação desta nova empresa, que vai servir cerca de 108 mil pessoas de seis dos 13 municípios do Médio Tejo (Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar e Vila Nova da Barquinha), “prevê um investimento global na ordem dos 124 ME ao longo de 30 anos”, tendo em vista um “conjunto global de objetivos a alcançar ao nível do abastecimento de água, saneamento e na recolha de resíduos urbanos, em paralelo com a respetiva adequação ambiental e tecnológica”.

Segundo a CIMT, a criação desta nova empresa visa a redução de perdas de água, a redução do caudal de efluentes drenados, aumentar a quantidade de resíduos a recolher para reciclagem, a redução da idade média da frota de veículos, a renovação integral do parque de contentores em cada 10 anos, e a implementação de um conjunto de ferramentas de gestão que vão permitir a otimização de circuitos, a gestão de frotas e a gestão da caracterização de resíduos.

A Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT) formalizou hoje, em Tomar, a constituição da Tejo Ambiente, empresa intermunicipal que junta seis autarquias da região e que prevê investimentos de 124 milhões de euros ao longo de 30 anos. Foto: CIMT

A autarca destacou ainda a importância da cobertura da taxa de saneamento e a resolução do problema de perdas de água nos municípios envolvidos, tendo apresentado como objetivo a redução de perdas de “43% para 18% em 15 anos”.

A formalização da escritura pública da Tejo Ambiente decorreu na sede da CIMT, em Tomar, sendo o investimento previsto de 124,3 ME ao longo de 30 anos, (dos quais 38 ME nos primeiros 5 anos), com recurso a fundos comunitários, e com uma fatia de 53 ME para o abastecimento de água, 47ME em saneamento, e 11,2ME na recolha de resíduos urbanos.

Com uma estrutura repartida entre uma sede, em Ourém, e um Centro de Engenharia e Tecnologia, em Tomar, a empresa intermunicipal vai ter ainda um centro operacional por município, com gestão da operação, manutenção de redes e loja de atendimento, garantindo a capacidade de resposta e proximidade ao cliente, refere a CIMT, em nota de imprensa.

Os colaboradores afetos aos serviços municipais ou autarquias atuais, pode ler-se na mesma nota, “poderão transitar voluntariamente para a nova empresa regional, em regime de cedência de interesse público, sem perda do vínculo às autarquias e sem perda de qualquer regalia”.

Seis autarquias do Médio Tejo formalizam empresa intermunicipal ‘Tejo Ambiente’. Foto: mediotejo.net

Da agregação dos serviços municipais na nova entidade prevê-se, entre outras medidas, a “criação de um tarifário único como resposta às autarquias terem de fazer repercutir o custo integral do serviço nos tarifários, representando uma economia de escala que vai estender-se à recolha dos resíduos sólidos urbanos”, também a partir de janeiro de 2020, notou Anabela Freitas.

O modelo desenhado assentou na leitura de que a população total em 2048 será de 88,6 mil habitantes, face aos 108 mil habitantes residentes nestes seis municípios em 2016, representando um decréscimo de cerca de 18%. Para efeitos do modelo económico considerou-se que a população reduz até 2033.

A “Tejo Ambiente” tem um capital social de 600 mil euros e os municípios de Tomar e de Ourém detêm as maiores participações (com 35,63% e 32,37%, respetivamente), seguido de Mação (10,85%), Ferreira do Zêzere (7,94%), Vila Nova da Barquinha (7,63%) e Sardoal (5,.58%).

Os municípios de Ourém e Tomar vão receber investimentos nas próximas décadas na ordem dos 33,8 e 33,4 ME, respetivamente, seguindo-se depois Mação (17,7 ME), Ferreira do Zêzere (13,5), Vila Nova da Barquinha (8,7 ME) e Sardoal (5,5 ME).

A cerimónia de assinatura da escritura pública de constituição da empresa contou com a presença de João Ataíde, secretário de Estado do Ambiente, que destacou aos jornalista as mais valias da Tejo Ambiente em termos ambientais, de redução de perdas de água, e de tarifas, entre outras.

O arranque oficial da Empresa Intermunicipal de Ambiente do Médio Tejo está previsto para o dia 1 de janeiro de 2020.

c/LUSA

PUB

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here