Médio Tejo quer criar marca turística para alavancar economia da região

A reunião ordinária que a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo – que agrega 13 municípios – realizou na manhã de sexta-feira, 12 de fevereiro,  no SCRICPTORIUM do Convento de Cristo, em Tomar, foi a primeira de muitas iniciativas que, doravante, vão ter lugar no Monumento que é Património Imaterial da Humanidade. Após os trabalhos, foi assinado um protocolo com vista ao desenvolvimento de ações de promoção turística e cultural da região do Médio Tejo neste Monumento que é Património Mundial. Os 13 municípios que integram a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT) vão realizar ações de promoção do seu território no Convento de Cristo, em Tomar, aproveitando o facto de este ser o equipamento regional que mais turistas atrai.

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Andreia Galvão ( à dir.), directora do Convento de Cristo pretende relação mais próxima com autarquias

“Gostava que as pessoas deixassem de olhar para este monumento como algo que está lá em cima. Pretendo que este estado de coisas mude. Tenho trabalhado nesse sentido e, por isso, conto com todos vós”, referiu aos presentes Andreia Galvão, directora do Convento de Cristo.

A presidente da CIMT, Maria do Céu Albuquerque, referiu que um dos eixos estratégicos de valorização da região tem a ver, precisamente, com o Turismo Cultural e Patrimonial. “Não conseguimos ficar indiferentes quando olhamos para o nosso território e percebemos que temos este património onde nos encontramos. Devemos ter consciência da sua dimensão, até a nível internacional, dado que atrai milhares de visitantes anualmente, para promover aqui o nosso território mais alargado”, referiu.

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Maria do Céu Albuquerque agradeceu o desafio lançado aos autarcas de saírem da sua “zona de conforto”

Para Maria do Céu Albuquerque, o que está em cima da mesa é uma relação ganhadora para ambas as partes. “Por um lado, é importante  trazer os 250 mil habitantes do Médio Tejo para dentro do Convento mas é igualmente importante levar de dentro do Convento os milhares de visitantes que aqui vêm para conhecer o nosso território, contribuindo para o desenvolvimento social e da nossa economia”, anuiu.

A presidente da CIMT refere que a promoção turística está muito presente na agenda política do Médio Tejo. “Na nossa região temos  duas marcas nacionais importantíssimas, com uma repercussão internacional de longo alcance: o Convento de Cristo e o Santuário de Fátima pelo que temos que ser capazes de criar, juntamente com as instituições que são nossas parceiras, uma marca capaz de alavancar o desenvolvimento do nosso território”, referiu.

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Diretora-geral da Património Cultural, Paula Silva (à esq.) durante a assinatura do protocolo

A diretora-geral da Património Cultural, Paula Silva, frisou que este protocolo é “muito simbólico”, na medida em que já existe a consciência que o Património Cultural é essencial para o desenvolvimento económico do país. ” O Património Cultural é um dos motivos principais do aumento do Turismo em Portugal mas este benefício tem que passar também por uma outra actividade que é o trabalho com as populações, com as pessoas que vivem ao lado deste Património”, disse. Para a responsável, “há uma vontade de fazer com que este Património se aproxime das populações, sendo muito bom que este protocolo seja feito com a CIMT que envolve 13 municípios, não se ficando pelas comunidades mais próximas”.

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Autarcas assistiram à assinatura do protocolo

O protocolo assinado, perante o presidente do Instituto Politécnico de Tomar, Eugénio Almeida, representantes do Grupo de Acção Local e demais autarcas,  prevê a realização de ações programadas por cada concelho da CIMT no primeiro domingo de cada mês – facultando aos visitantes demonstrações do que se come, do que se bebe, do que se pode visitar, mas também da cultura popular -, visitas para alunos das escolas e para idosos a custos reduzidos ou a possibilidade de realização de seminários e outras iniciativas no espaço do convento.

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Presidente do IPT, Eugénio de Almeida, entre os demais convidados

O documento estabelece a criação de um grupo de trabalho que irá elaborar propostas para um plano de atividades conjunto, ficando a CIMT encarregada, nomeadamente, de disponibilizar informação do Convento de Cristo nos postos de turismo de cada município.

O Convento de Cristo compromete-se a disponibilizar no primeiro domingo de cada mês o Claustro da Micha para a realização de atividades de promoção de cada um dos concelhos do Médio Tejo, nomeadamente apresentação e venda de produtos e serviços, ações de animação e outras atividades de promoção e divulgação, sendo, neste âmbito, gratuitas as entradas no monumento.

Dentro da loja do monumento será criado um expositor para material promocional da região e as visitas de estudo programadas no âmbito do protocolo terão um desconto de 50%.Os encargos financeiros e logísticos resultantes do protocolo de cooperação serão assumidos pelas partes e definidos, caso a caso, por acordo entre as mesmas, estabelece ainda o documento.

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1 COMENTÁRIO

  1. Passe a imodéstia, mas se estes senhores tivesse lido, atempadamente, o artigo que transcrevo abaixo e que foi publicado em 2012, se calhar tinham um pequena parte do trabalho que agora se propõem fazer, já feito…

    Janela de oportunidade – Tancos aeroporto civil “Low Cost”
    “O Almonda” 24 de Fevereiro de 2012. Etiquetas: Carlos Pinheiro.
    Mesmo neste tempo de crise, mesmo sem palavras de esperança de quem nos devia saber conduzir, mesmo assim e talvez por isso, não devemos enfiar a cabeça na areia e esperar que a crise passe.
    Vamos ao que interessa.
    O Aeroporto de Lisboa começa a estar saturado e não há dinheiro para se pensar num Aeroporto novo. É uma realidade. Ponto final, parágrafo.
    Por esse facto e ainda porque os custos de utilização da Portela sejam caros, as empresas de “Low Cost”, aquelas que mais passageiros transportam em todo o mundo, procuram alternativas para servirem bem os seus clientes a custos competitivos.
    Começou-se por falar da Base de Alverca, mas há dificuldades insuperáveis na medida em que os corredores de aproximação à pista serão os mesmos de Lisboa, como aliás também se passa o mesmo com a Base do Montijo.
    Sintra também foi posta em equação mas problemas de vária ordem inviabilizaram a ideia.
    Agora está tudo virado para Monte Real, como se fosse fácil a convivência pacífica de voos civis constantes na Base mais operacional de que o País e a NATO dispõem neste cantinho. Refira-se, e sublinhe-se, que uma Base com as características operacionais de Monte Real, precisa ter pistas disponíveis a qualquer momento. À partida, mesmo que esta hipótese muito interessasse a toda a região centro e oeste, a sua viabilização será praticamente impossível e só se está a perder tempo para ser encontrada a solução adequada. Ainda há muita gente que se lembra do único voo civil que aterrou naquela Base, o voo onde veio o Papa Paulo VI na sua visita a Fátima em Maio de 1967, e o trabalho que aquilo deu para um único voo.
    Tancos é portanto a janela de oportunidade para o Ribatejo Norte, para o Norte Alentejano, para a Beira Baixa e até para a Alta Estremadura.
    Tancos, a antiga BA 3 está ali, praticamente sem utilização, mesmo ao lado da A23 e da Linha da Beira Baixa e do Leste, com a cidade Templária de Tomar a meia dúzia de quilómetros, Abrantes a cidade florida, Sardoal e Mação também muito perto, Constância, a Vila Poema, ali ao lado, a Barquinha, seu concelho, com o Parque e o seu histórico Castelo de Almourol, a Golegã dos cavalos também quase encostada, a Chamusca com a sua charneca mas também com o seu Tejo logo a seguir, o Entroncamento, centro nevrálgico dos caminhos-de-ferro logo ali e Torres Novas também com todas as suas potencialidades também tão perto. Mas Alcanena e porque não também Santarém, por um lado, Ferreira do Zêzere, Sertã, Vila de Rei, Gavião e Ponte de Sôr por outro, também beneficiarão com este novo aeroporto civil. Mas também Ourém e Fátima, não se sabe bem porquê, mais viradas para Monte Real, também ficarão muito bem servidas por Tancos.
    Tancos tem a seus pés o majestoso Tejo que poderia e deveria servir também de pólo de atracção turística, bem como a Barragem do Castelo de Bode a meia dúzia de quilómetros.
    Tancos é pois a janela de oportunidade que deve ser aberta, com ambas as mãos, por todos os autarcas desta região alargada. E não se pode perder tempo se se quiser ver em breve um desenvolvimento sustentado que ajude a ultrapassar a crise que nos rodeia e enleia, aproveitando-se todas as sinergias existentes e as capacidades instaladas, tudo isto sem necessidade de grandes investimentos.
    Mas não serão só as Câmaras a dever dar o seu pontapé de saída. Também as Associações empresariais, a começar pela NERSANT, terão uma palavra importante a dizer e uma atitude a tomar.
    Se a ideia evoluir, como se deseja e se precisa, esta região alargada passará a ter todas as condições para passar a ser um centro de dinamização do interior, criar emprego e desenvolvimento sustentado, tudo para começar a ver a crise a passar ao lado. Mas se este desafio ficar em águas de bacalhau, amanhã alguém há-de responsabilizar alguém pela inércia e pela incapacidade de abrir esta janela de oportunidade que não se repetirá, e se assim for, longe vá o agoiro, depois não valerá a pena chorar-se pelo leite derramado.
    Se os autarcas e os dirigentes associativos entenderem este escrito como um desafio às suas capacidades empreendedoras, acho muito bem que seja assim entendido o que se escreve e que procedam em conformidade.
    Todos temos que ter pensamentos positivos.
    É muito melhor jogar-se com o optimismo do que com o pessimismo, que não leva a lado nenhum.
    Só há que arregaçar as mangas, darem-se as mãos e começar-se a trabalhar.

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