Médio Tejo | Profissionais de saúde do centro hospitalar vestem a camisola contra a violência doméstica (C/VIDEO)

Centro hospitalar do Médio Tejo sensibiliza este natal para problemática da violência doméstica. Foto: mediotejo.net

Os cerca de 1900 profissionais das unidades hospitalares de Abrantes, Tomar, e Torres Novas, do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), decidiram aproveitar a quadra natalícia para desenvolverem uma campanha de sensibilização para a problemática da violência doméstica. No tradicional café de Natal que decorreu nos três hospitais, os profissionais de saúde envergaram uma t-shirt onde se podia ler ‘Um Natal contra a violência doméstica’.

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Rosa Amora, profissional de saúde, e Luís Fernandes, presidente da Liga dos Amigos do Hospital de Abrantes, acharam “fantástica” a ideia do Conselho de Administração de vestir a camisola por uma causa social, sendo os hospitais e os profissionais de saúde a “primeira porta aberta para as vítimas” de violência doméstica.

“Os profissionais de Saúde conhecem bem o sofrimento causado pela violência doméstica. São eles, muitas vezes, os primeiros a socorrer as vítimas, a apoiá-las, e a devolver-lhes a confiança de que não estão sós”, deu conta o CHMT, tendo referido que, este Natal, os profissionais de saúde prestariam a sua homenagem às vitimas da violência doméstica que até  20 de novembro de 2019 já somavam trinta e três pessoas mortas em contexto de violência doméstica (25 mulheres adultas, uma criança e sete homens).

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Em declarações aos jornalistas, no café de Natal que decorreu no hospital de Abrantes, Carlos Andrade Costa, presidente do Conselho de Administração (CA) do CHMT, disse que a ideia surgiu “depois de ouvir na rádio que, só este ano e até àquele momento, já tinham acontecido 33 mortes por violência doméstica”, um número que “impressionou”, e despertou para esta iniciativa de sensibilização e consciencialização nesta quadra natalícia.

Abrantes l Centro hospitalar promove campanha de natal contra a violência domestica

Publicado por mediotejo.net em Quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

“Não podíamos ficar indiferentes. Trinta e três mortes perderam a vida por uma coisa tão bárbara como é a violência no seio da família quando o Natal diz que o seio da família é a paz, o amor e a ternura, que famílias somos nós?”, disse Carlos Costa, tendo feito notar que os profissionais de saúde são “a primeira mão que se estende a quem é vítima de violência doméstica porque cuidamos, ajudamos a ultrapassar o trauma, porque cuidamos na urgência”, e é “uma forma de estarmos mais despertos quando as pessoas nos batem à porta”.

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Sobre os idosos abandonados nos hospitais ao longo do ano e na quadra natalícia, Carlos Andrade diz que o CHMT “não é imune” a este problema social mas “não tem muitas situações” registadas anualmente, pela “boa resposta” dos vários serviços desconcentrados ao nível social.

Questionado sobre o futuro do adminstrador do CHMT, que termina mandato este mês de dezembro, Carlos Andrade disse que “o futuro a Deus pertence”, preferindo dar destaque nesta quadra natalícia às famílias dos profissionais “extraordinários” que o centro hospitalar tem ao seu serviço.

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