Médio Tejo | Municípios fazem cálculos aos prejuízos causados pela depressão Elsa

Em Vila Nova da Barquinha, onde os danos ainda estão a ser apurados, é visível a destruição nas freguesias, margens ribeirinhas, e os danos junto ao cais de Tancos,  onde até uma plataforma foi pelo Tejo abaixo. Foto: CMVNB

Na sequência do fenómeno meteorológico que afetou o país e a região do Médio Tejo em dezembro de 2019 pela depressão meteorológica “Elsa” e verificando-se que alguns dos municípios têm prejuízos significativos, a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT) está a proceder a um levantamento dos mesmos para eventual enquadramento de apoio que venha a ser decidido pelo governo. Uma coisa é certa: os prejuízos na região ascendem a vários milhões de euros.

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A depressão meteorológica Elsa causou avultados prejuízos e muitos estragos que fizeram-se sentir, essencialmente, ao nível das estradas, derrocadas de terras e barreiras, pontões destruídos total ou parcialmente, e na necessidade de reconstrução de taludes, desassoreamentos e de regularização do leito de ribeiras, entre muitos outros, como sejam em Vila de Rei, com o vento forte e as cheias a danificarem estruturas turísticas ao nível dos passadiços e percursos pedestres no Penedo Furado.

Os efeitos da depressão Elsa são bem visíveis em Vila nova da Barquinha. Foto: CMVNB

Em Abrantes, por exemplo, onde os prejuízos podem chegar a um milhão de euros, os estragos fizeram-se sentir com maior intensidade nas freguesias de Aldeia do Mato, Souto, Rio de Moinhos, Martinchel, Abrantes e Alferrarede.

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Em Abrantes, duas das freguesias mais afetadas pelo mau tempo foram a União de Freguesias de Aldeia do Mato e Souto e a freguesia de Rio de Moinhos, com estradas e pontões destruídos. Muitos milhares de euros de prejuízos e cuja contabilidade a CM Abrantes ainda está a apurar. Foto: Joakim Damas/facebook

Em Vila Nova da Barquinha, onde os danos ainda estão a ser apurados, é visível a destruição nas freguesias, margens ribeirinhas, e os danos junto ao cais de Tancos,  onde até uma plataforma foi pelo Tejo abaixo, sendo necessário efetuar a recuperação e regularização de várias linhas de água,  o desassoreamento da foz e regularização do leito da Ribeira de Tancos, entre muitos outros trabalhos de recuperação.

Em Vila de Rei, a estrada de acesso aos passadiços do Penedo Furado literalmente desapareceu, e faz agora parte do leito da ribeira. Foto: Pedro Jorge Farinha

A CIMT está a proceder à identificação dos prejuízos e dos custos decorrentes de intervenções de emergência junto de cada um dos 13 municípios do Médio Tejo, os quais numa primeira fase serão enviados à Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP). O objetivo é elencar os prejuízos para que a CIMT possa apresentar ao Governo em termos de medidas de apoio que possam surgir e ajudar a minorar os prejuízos causados nestes municípios, e que deverão ascender a vários milhões de euros.

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