Médio Tejo integra projeto ‘Lugares – Património Mundial do Centro’ da UNESCO

A Sala dos Capelos, na Universidade de Coimbra, foi o palco para a apresentação pública do projeto “Lugares Património Mundial do Centro de Portugal”, que liga em rede os quatro sítios da região Centro de Portugal classificados pela UNESCO como Património da Humanidade: Mosteiro de Alcobaça; Mosteiro da Batalha; Universidade de Coimbra, Alta e Sofia; e Convento de Cristo de Tomar, no Médio Tejo.

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O objetivo do projeto, financiado pela União Europeia e com a duração de dois anos, é promover, valorizar e dinamizar estes espaços, cuja importância ultrapassa o âmbito regional. A operação “Lugares Património Mundial do Centro” é promovida e coordenada pela Turismo do Centro de Portugal, em colaboração com os municípios de Alcobaça, da Batalha, de Coimbra e de Tomar, a Universidade de Coimbra e em parceria com o Ministério da Cultura, através da Direção Geral do Património Cultural e da Direção Regional de Cultura do Centro.

Este projeto conta, ainda, com a parceria estratégica da Comissão de Coordenação e de Desenvolvimento Regional da Região Centro, sendo um projeto financiado no âmbito do programa Centro 2020.

Os fundos, no valor de 2,3 milhões de euros, serão repartidos pelos quatro locais e destinam-se à realização e promoção de iniciativas que valorizem os monumentos e atraiam visitantes.

Médio Tejo integra projeto ‘Lugares – Património Mundial do Centro’ da UNESCO

A apresentação foi abrilhantada por intervenções de Clara Almeida Santos, vice-reitora da Universidade de Coimbra, Manuel Machado, presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, Celeste Amaro, Diretora Regional de Cultura do Centro, Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal, Carlos Martins, coordenador do projeto, e Eduardo Aires, autor da assinatura gráfica do projeto.

Pedro Machado, na sua intervenção, sublinhou a oportunidade do projeto, um mês depois da tragédia que afetou quase toda a região. “O Lugares Património Mundial do Centro de Portugal vai muito além da sua dimensão geográfica e nunca foi tão oportuno como hoje. O seu âmbito e a sua maturidade enquanto produto turístico apresenta a vantagem de trabalhar em rede e de forma integrada, não olhando apenas para estes quatro lugares Património Mundial, mas para todo o território, combatendo a sazonalidade e a litoralidade da oferta turística. Com este projeto, unimos o Médio Tejo, Coimbra, o Oeste e Leiria-Fátima, quatro sub-regiões que ficam ligadas em rede”.

Médio Tejo integra projeto ‘Lugares – Património Mundial do Centro’ da UNESCO

O projeto tem também uma vertente muito importante de valorização dos serviços oferecidos aos visitantes, acrescentou Pedro Machado: “A qualificação dos serviços prestados e dos recursos humanos é um ponto crítico, que este projeto permite melhorar”. Por fim, assinalou o enquadramento institucional. “O Lugares Património Mundial do Centro de Portugal é um bom exemplo de parceria entre vários agentes, públicos, regionais, locais, mas também empresários, com consequências positivas diretas e indiretas para as comunidades”, realçou.

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