MÉDIO TEJO: HERITY e a certificação internacional atribuída a 26 bens culturais na região

O Museu Nacional Ferroviário, no Entroncamento, foi o palco para o mais recente encontro dos responsáveis da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT)com a HERITY – Organização Não-Governamental, sem fins lucrativos, para a Gestão de Qualidade do Património Cultural – com o objetivo de fazer uma avaliação intercalar dos resultados obtidos com a Certificação Internacional HGES (HERITY Global Evaluation System) com validade 2014-2016, de 26 bens culturais da região.

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HERIITY2A Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo já havia aprovado, em outubro de 2012, no âmbito do programa “Afirmação Territorial do Médio Tejo”, a proposta técnica para a Certificação de 22 bens culturais, selecionados a partir dos 11 municípios que pertenciam então à região. Mais tarde foi solicitada a inclusão de mais quatro bens, dois de cada um dos municípios que passaram a integrar a região: Sertã e Vila de Rei.

Os resultados iniciais da certificação foram apresentados no Convento de Cristo, em Tomar, a 1 de novembro de 2013, com a presença dos representantes dos locais certificados.

Para melhor promover o território onde estão inseridos os bens certificados foram produzidos 38.500 mapas em português e 23 mil em inglês, os quais foram distribuídos pelos postos de informação turística dos 13 municípios.

A evolução ocorrida desde a certificação inicial foi avaliada através do preenchimento de uma ficha (Check-list HERITY da Visita Intercalar) por parte das 13 câmaras municipais e dos gestores dos bens, a quem foi pedido que indicassem as melhorias e os desafios a curto e médio prazo. A análise advém do facto de a situação nos locais culturais se alterar e de ser necessário monitorar os progressos alcançados.

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Em nota de imprensa, a CIMT afirma que a realização deste encontro “foi fundamental”, tendo lembrado que o processo de certificação HERITY é um “procedimento de melhoria contínua específico para os lugares de cultura, sendo desejável que possa vir a ser um relevante instrumento de promoção turística do Médio Tejo”.

Para a CIMT, os resultados desta pesquisa têm sido “encorajadores”, tendo referido que, em 77% dos casos, as melhorias sugeridas no relatório final de certificação foram postas em prática.

As melhorias necessárias foram divididas em três grupos: a maioria dos aperfeiçoamentos a alcançar (56%) relacionava-se com a área da conservação dos bens. Já 33% das melhorias referiam-se à área da comunicação e 11% ao âmbito dos serviços.

A CIMT destaca ainda que a certificação HERITY “permitiu estabelecer pontos fortes comuns”, estando estes sobretudo relacionados com as melhorias de baixo custo, as novas estratégias de comunicação e a expansão e a organização dos espaços.

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