Médio Tejo | Centros de Saúde reduzem a 5% utentes sem médico de família

Sofia Theriaga, diretora do ACES Médio Tejo. Foto: mediotejo.net

O Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo tem 11.581 utentes (5%) sem médico de família desde esta segunda-feira, 1 de julho, em contraponto aos 40 mil que se registavam em 2015, indicou a diretora do ACES, Sofia Theriaga.

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Os casos das Unidades de Cuidados de Saúde Personalizado (UCSP) de Tomar, com 4.768 utentes sem médico de família, de Abrantes (2.181), Sardoal (1.834) e Ourém (1.198) são “os mais complicados”, tendo a diretora do ACES feito notar o “recurso a prestadores de serviços médicos, a médicos aposentados e a horas extraordinárias” como medidas para colmatar a falta de médicos de família nestes municípios.

Sofia Theriaga, revelou que, “com a entrada na segunda-feira, dia 1 de julho, de novos médicos, o ACES vai ficar com 11.581 utentes sem médico de família, de um total de 225.703 utentes inscritos pertencentes a 11 concelhos, tendo destacado que “a evolução desde dezembro de 2015 tem sido lenta, mas efetiva e progressiva”.

Questionada sobre as razões da “evolução lenta mas progressiva”, Sofia Theriaga disse que “todos os anos entram novos médicos mas há outros que saem, pelos mais diversos motivos”, tendo apontado como causas os concursos de mobilidade, rescisões, doenças e aposentações.

“A entrada de novos médicos vai permitindo colmatar as saídas e reduzir o número de utentes sem médico de família, embora de forma lenta mas progressiva”, reiterou, tendo dado conta de 10 aposentações desde 2015 e de um total de 56 vagas abertas por concurso das quais resultaram na fixação de 38 novos médicos, desde então.

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Theriaga lembrou os 40 mil utentes sem médico em 2015 contra os atuais 5%, para referir que “a evolução é positiva e muito mais equilibrada” no ACES que dirige, tendo feito notar que as prioridades passam atualmente pelo “reforço das equipas e unidades de cuidados continuados integrados, aumentar o numero de Unidades de Saúde Familiar” (USF), que hoje são 11 na região e têm 54% dos utentes inscritos, “a atribuição de médicos de família à totalidade dos utentes, promover estilos de vida saudáveis, e reforçar os rastreios de base populacional e as consultas de cessação tabágica”.

As consultas de cessação tabágica “têm tido muita recetividade e adesão por parte dos utentes”, notou Theriaga, tendo referido que o objetivo é alargar os atuais dois centros de atendimento, em Ourém e Torres Novas, a mais três locais centros em Tomar, Torres Novas e Fátima.

Manuel Soares, da Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo (CUSMT), disse que “há uma evolução significativa nestes últimos quatro anos” no ACES Médio Tejo, tendo destacado “o número de médicos, a estruturação dos cuidados de saúde, a melhoria de algumas instalações, o aumento de USF e a melhoria nos transportes”.

O porta-voz da CUSMT, no entanto, defendeu a importância de definir “medidas de fixação e estabilização dos médicos e de outros profissionais de saúde, a contratação de dentistas para os centros de saúde, uma maior articulação dos cuidados primários com os cuidados continuados e hospitalares e a implementação de um projeto para criar as unidades móveis de saúde”.

Manuel Soares lembrou a população “cada vez mais envelhecida” e com “dificuldades de mobilidade e transporte” para sustentar uma “experiência piloto ao nível das unidades móveis de saúde”, tendo defendido ainda a criação de um “plano estratégico da saúde para os próximos quatro, cinco anos”.

C/LUSA

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