Médio Tejo | Campanha StayOver Fátima-Tomar vai promover Centro do país

Campanha StayOver Fátima-Tomar vai promover Centro do país. Foto: CIMT

A campanha StayOver Fátima-Tomar pretende promover a região Centro do país, desenvolvendo a nível turístico os 13 municípios que compõem a Comunidade Intermunicipal Médio Tejo (CIMT) e reforçar a coesão entre os mesmos.

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Em declarações à agência Lusa, Anabela Freitas, presidente da Comunidade Intermunicipal Médio Tejo, refere que, numa primeira fase, a campanha, que decorre até 15 de setembro, é destinada ao mercado nacional com o objetivo de aumentar o número de estadas na região.

De acordo com a responsável, o mérito da iniciativa “passa já por sentar à mesma mesa 13 municípios e entidades privadas com interesse comum”, salientando que, apesar de possuírem “realidades diferentes, podem unir o poder público e agregar um conjunto de privados para promover o território, desenvolver a economia local e a aprender a trabalhar em parceria”.

“O que pretendemos é aumentar o número de estadas no nosso território, que descubram e consumam no nosso território. Trata-se de um pequeno grande passo, trabalhar em rede é muito significativo”, frisou Anabela Freitas, salientando que no final da campanha será feita “uma avaliação e corrigir o que estiver menos bem”.

Anabela Freitas frisou ainda a questão de Tomar e Fátima serem “duas portas de entrada”, já que são os dois locais da região “mais conhecidos a nível turístico e por onde entram mais turistas”.

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“Todos os municípios têm particularidades diferentes e aquilo que queremos é que se mantenham autênticos, que os turistas quando nos visitem se percam no nosso território, no bom sentido”, salientou.

A Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIM do Médio Tejo) promoveu hoje uma Conferência de Imprensa em Lisboa sobre o programa ‘StayOver Fatima-Tomar’. Foto: CIMT

A promoção do projeto StayOver Fátima-Tomar é cofinanciada pelo programa Portugal 2020, mais especificamente pelo Centro 2020, tendo como parceiro o Turismo Centro de Portugal, enquanto as experiências são financiadas pelos municípios, hoteleiros e restaurantes parceiros.

Para Nuno Lopes, da IDTOUR, empresa responsável pelo projeto, o StayOver pretende convidar as pessoas a visitar a região Centro de Portugal, tendo Fátima e Tomar como duas cidades “muito emblemáticas do país no turismo nacional”.

“O cliente que consultar a nossa plataforma vai perceber que há uma rede de unidades de alojamento parceiros e se contactarem esses alojamentos e ativarem a campanha StayOver com reservas diretas de duas ou mais noites vão ter três benefícios: oferta de experiências, entradas gratuitas em museus, monumentos, centros de interpretação e descontos variados”, disse Nuno Lopes em declarações à Lusa.

Os municípios que se encontram no programa StayOver Fátima-Tomar são Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Sardoal, Sertã, Tomar, Torres Novas, Vila de Rei e Vila Nova da Barquinha.

As experiências nos diferentes municípios passam por visitas ao museu ferroviário, ao fluviário de Ferreira de Zêzere, descidas de Constância ao Castelo de Almourol, passeios equestres, percursos pedestres por Dornes, entre muitas outras, destinadas não só a casais, mas também a famílias com crianças.

Questionado sobre a presença, naquele projeto, de municípios que foram atingidos pelos incêndios de 2017, Nuno Lopes referiu que o StayOver foi também trabalhado a pensar nesses concelhos que “possuem um tecido económico muito fragilizado e pequeno, com poucas unidades de alojamento”.

Nuno Lopes referiu que o StayOver foi também trabalhado a pensar nesses concelhos que “possuem um tecido económico muito fragilizado e pequeno, com poucas unidades de alojamento”. Foto: CIMT

“Poderá ser uma mais valia para estes, trabalhando com os agentes económicos que não têm uma vocação tão grande para o turismo”, garantiu o responsável.

Nuno Lopes adiantou que, até ao momento, as “expectativas superaram” o que os responsáveis pelo programa pensavam no início, salientando que existem, para já, 56 parceiros, quando o número inicial estimado seria de 30.

“Trabalhámos bastante para os agentes aderirem, não é algo imediato. É um trabalho de caráter inovador de trabalho em rede, os hoteleiros que aderem tem de assumir que vão oferecer uma experiência”, reconheceu.

No futuro, Nuno Lopes salienta que os primeiros passos serão para consolidar o projeto, reconhecendo que poderá “parecer estranho” não pensar já a nível de uma expansão para o mercado internacional, mas que o objetivo primeiro será mesmo “a consolidação do projeto”.

No final da campanha será organizada uma convenção com todos os hoteleiros “com críticas e sugestões de melhorias” para saber quais os passes seguintes, acrescentou.

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